Mar vá, vá mesmo. Vá dizendo que é dono da verdade. Que no seu doutorado em vida você construiu uma tese baseada no: me preocupo com o que o mundo pensa de mim. E que eu, desqualificada e insolente que sou acho que posso viver e ser aquilo que sozinha julguei certo e ser feliz!
Mar vá, vá mesmo. Vá pensando que as pessoas são satisfeitas com suas vidas regradas de acordo com o que sei lá quem falou que deveria ser assim. Que esses sorrisos amarelos trocados em ônibus lotado, essas conversas de casamentos bem formados e de sucesso no trabalho são uma forma de dizer: Ei, olha pra mim! Como minha vida é perfeita!
Mar vá, vá mesmo. Vai sonhando que no futuro tudo vai melhorar, que um dia vamos salvar o planeta ou sair voando nos carros pra evitar engarrafamentos. Que satisfação vai se comprar em latinhas num site como o submarino num material biodegradável só pra ser mais ecológico.
Mar vá, vá mesmo. Vai fechando teus conceitos, vai se sentindo certo, vai ficando mais sozinho. Quem sabe assim você cai na sua própria mentira. Então repensa o que realmente vale à pena, perde esse posto de idiota e ganha uma vaga no lado esquerdo da minha cama.
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