Desde que te vi, princesa, quis morar aí nesse universo encantado. Sei que isso tudo é estranho, princesa, sei que contos de fadas não existe e na verdade sei que nossa vida não se parece com um. Mas quis te chamar assim, só pelo carinho, pela breguice que é esse tal do amor, pela coisa estranha e tão fora de moda que é esse lance de paixão.
Ao pensar em ti, princesa, vejo naquele quarto vazio nosso castelo, no ônibus lotado o cavalo branco que nos leva pela floresta de gente, minha linda, que nos faz esquecer o mundo ao redor. Quando estou longe de ti, princesa, penso em mandar uma carta ou pergaminho, declarando tudo que sinto, pra que ele atravesse o oceano dentro de uma garrafa e chegue até você. Ainda temos que enfrentar, querida, os dragões do dia a dia, os obstáculos que insistem em querer atrapalhar nosso "felizes para sempre". Não te culpo, meu bem, pelas diferenças que se instalam entre nós, os desacordos de seres estranhos que tendem a querer ser um só.
Mas te desenhei, princesa, te dei meu coração e uma chance de cuidar bem e ficar. Por isso, querida, não quero ficar perdida nesse espaço entre o que foi e o que poderia ser, não quero ser memória, palavras, contos e livros, que ficam na estante e falam do que não é mais. Quero estar presente, minha linda, quero ser o hoje todo dia do seu lado. Quero pensar que depois de cada letra, vou ter mais histórias para contar sobre nós. E ser nós, e viver nós e te chamar de princesa e ser brega e nem ligar pra isso.
domingo, 2 de outubro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Vai pensando..
Não fala comigo como se soubesse exatamente o que tô querendo dizer,
não cria hipóteses, não apresenta teorias.
Só queria que você ouvisse minha história, tinha tanta coisa pra falar,
planos, sei lá, besteiras que talvez combinassem com seu sorriso e
te incluíssem no caminho.
Mas aí, veio você, projeto na mão, gráficos de erros no processo,
discurso cansadamente repetido..
Não tive dúvidas, dei um tapa no seu braço, derrubei tudo no chão.
Você com olhar vidrado falou: - tá vendo? tá louca!
- Tô sim e agora vai ser desse jeito, se achar ruim, o ponto final dessa
frase pode ser um bom começo.
não cria hipóteses, não apresenta teorias.
Só queria que você ouvisse minha história, tinha tanta coisa pra falar,
planos, sei lá, besteiras que talvez combinassem com seu sorriso e
te incluíssem no caminho.
Mas aí, veio você, projeto na mão, gráficos de erros no processo,
discurso cansadamente repetido..
Não tive dúvidas, dei um tapa no seu braço, derrubei tudo no chão.
Você com olhar vidrado falou: - tá vendo? tá louca!
- Tô sim e agora vai ser desse jeito, se achar ruim, o ponto final dessa
frase pode ser um bom começo.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
primogénito
Primeira postagem do ano. Motivos de sobra pra sorrir. Fase dourada, dias de sol e mar. O verão é mais apaixonante que os olhos azuis de Chico Buarque. Existe uma essência de amor no ar, uma coisa meio Paris e flores, não que eu conheça Paris, nem suas flores, mas conheço o verão, e aqui em Recife a sensação é de ebulição, sem rima, só calor, pé na areia e mãos dadas.
Bem vindo 2011, perto do fim do mundo ou não, o fim das coisas não me causa mais medo, adoro o fato de tudo existir hoje.
Bem vindo 2011, perto do fim do mundo ou não, o fim das coisas não me causa mais medo, adoro o fato de tudo existir hoje.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
imãs e madrugadas
Sabe um imã? Forças opostas que se atraem, é quase que impossível separar aquele desejo tácito, invisível, mas excessivamente pulsante.
Me sinto assim hoje, por que em você achei a força oposta que me move em seu sentido. Mais rápido, mais incontrolável do que eu esperava. Mas é assim o amor, não há definição, nem estudo científico, é apenas sentir, e se permitir.
Me sinto assim hoje, por que em você achei a força oposta que me move em seu sentido. Mais rápido, mais incontrolável do que eu esperava. Mas é assim o amor, não há definição, nem estudo científico, é apenas sentir, e se permitir.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Dia de chuva
Sabe asfalto molhado? Aquele cheiro característico que faz a gente sentir nariz a dentro a evaporação daquela água que cai. Sufoco.
Sabe fim de tarde de chuva? O tempo mais escuro do que o normal, muita gente andando com pressa pra chegar logo em qualquer lugar. Agonia.
Sabe a confusão desse momento? As gotas que caem das arvores batem na gente, o barulho dos pingos grossos em cima das lonas do vendedor de batata frita. Umidade.
Sabe o desejo de sair daquilo tudo? Os passos mais rapidos, seguindo o ritmo, a sombrinha molhada tanto quanto você, quase inútil. Desejo.
Sabe aquele acordo tácito de aceitação? Olhando ao redor o que se vê é um sentimento mutuo de conformidade, então você se contagia daquilo. Vida.
Minhas ideias estão em um dia de chuva hoje. Mas ainda tô na parte da agonia.
Sabe fim de tarde de chuva? O tempo mais escuro do que o normal, muita gente andando com pressa pra chegar logo em qualquer lugar. Agonia.
Sabe a confusão desse momento? As gotas que caem das arvores batem na gente, o barulho dos pingos grossos em cima das lonas do vendedor de batata frita. Umidade.
Sabe o desejo de sair daquilo tudo? Os passos mais rapidos, seguindo o ritmo, a sombrinha molhada tanto quanto você, quase inútil. Desejo.
Sabe aquele acordo tácito de aceitação? Olhando ao redor o que se vê é um sentimento mutuo de conformidade, então você se contagia daquilo. Vida.
Minhas ideias estão em um dia de chuva hoje. Mas ainda tô na parte da agonia.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
o que é o amor?
Quando dizem que só amamos uma vez eu concordo. Todas as vezes que amei, amei só aquela vez daquele jeito. Amei aquela pessoa, amei o cheiro dela, amei a maneira como ela sorria pra mim, ou o sotaque e seus vícios de linguagem. Quando deixei de amar, simplesmente abri o espaço das minhas vontades, pra que no momento certo outro alguém depositasse seus trejeitos que passariam a ser meus perfeitos desejos.
E é assim que sou feliz amando o amor que sinto por cada merecedor desse apreço.
Quem constrói um pedestal para instalar um sentimento único, eterno e inabalável, que é edificado em cima de um e apenas um ser, não sabe o que é amar.
Amar é somar, sonhar, compartilhar e dividir. Não guardar, mensurar, santificar e fantasiar.
E é assim que sou feliz amando o amor que sinto por cada merecedor desse apreço.
Quem constrói um pedestal para instalar um sentimento único, eterno e inabalável, que é edificado em cima de um e apenas um ser, não sabe o que é amar.
Amar é somar, sonhar, compartilhar e dividir. Não guardar, mensurar, santificar e fantasiar.
sábado, 13 de novembro de 2010
do sol e do suor
Gosto das tardes quentes do Recife,
e o teu corpo bronzeado caminhando do lado.
Cabelos ao ritmo do vento e o reflexo do sol clareando teus olhos.
Sempre aquele sorriso,
aquele seu sorriso que é só pra mim.
Não sei ao certo o que é certo,
mas sei que nesses dias me sinto feliz.
Adoro saber que essa cidade é quente até quando chove,
e quem sabe você continue aqui.
Mas se um dia tua presença se for,
ainda vai ter a lembrança desses dias suados pra me aquecer.
e o teu corpo bronzeado caminhando do lado.
Cabelos ao ritmo do vento e o reflexo do sol clareando teus olhos.
Sempre aquele sorriso,
aquele seu sorriso que é só pra mim.
Não sei ao certo o que é certo,
mas sei que nesses dias me sinto feliz.
Adoro saber que essa cidade é quente até quando chove,
e quem sabe você continue aqui.
Mas se um dia tua presença se for,
ainda vai ter a lembrança desses dias suados pra me aquecer.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
brincando
lábios cor de amora,
doces como mel,
por do sol, aurora,
do seu lado sempre céu.
céu da tua boca,
luz do teu sorriso,
olhar feito de lua,
tranquilo e decidido.
pele tom verão,
quente como o sol,
inebria a estação,
de repente sou seu soul e só.
doces como mel,
por do sol, aurora,
do seu lado sempre céu.
céu da tua boca,
luz do teu sorriso,
olhar feito de lua,
tranquilo e decidido.
pele tom verão,
quente como o sol,
inebria a estação,
de repente sou seu soul e só.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
comer, pensar e pensar
Sempre que caminho sozinha à noite, me sinto assim, fora do mundo. É um exercício solitário de reflexão e contemplação. Já notaram como o silêncio da noite penetra nos ouvidos e é tão intenso que chega a doer lá no fundo? O som do nada enche minha cabeça com tudo. Rimei sem querer, não gosto de rimas.. Só às vezes. Acho que é ousar demais. Os poetas rimam, eu sinto, eu só sei sentir e é por isso que escrevo.
Hoje fui ao cinema. O filme em si era monótono, a personagem é tão cheia de conflitos que quase me senti deprimida e conflituosa também. Mas um dialogo em especial me chamou a atenção..
Ele diz: sei que somos infelizes, mas não vai embora, vamos ser infelizes juntos e sermos felizes por isso. Simplesmente por termos um ao outro.
Ela diz: somos infelizes porque temos medo de deixar aquilo que possuímos pra trás e tentar o novo..
Ta, não tinha como transcrever o dialogo literal, minha memória não é tão boa assim, mas quem assistiu Comer, rezar e amar sabe que foi algo do tipo.
E é isso, pronto. Ninguém nunca me bateu tão forte com a verdade como essa cena.. É o que somos, é o que respiramos e vivemos. O medo transforma toda infelicidade em algo justificável. O ser humano em geral não foi preparado para o desapego. Viver mediocremente é melhor do que jogar tudo pra cima e correr o risco de não ter mais nada, mas o que se esquece, é que pode-se ganhar tudo também. Como podemos saber se nossas escolhas são as certas? Como podemos ter certeza se é exatamente isso que queremos? Como podemos medir todas as oportunidades que deixamos pra trás ao escolher determinado caminho? Acho que nunca vamos encontrar respostas para essas perguntas, ou pelo menos para algumas delas. A gente se acostuma tanto com as coisas ao redor, que esquecemos que depois do horizonte tem muito mais (sei, foi meio piegas esse lance de horizonte, mas foi o melhor que consegui).. Tem lugares diferentes, pessoas diferentes, temperaturas diferentes, fuso horários diferentes, climas diferentes, culturas diferentes e uma infinidade de experiências diferentes que recusamos automaticamente e diria até ignorantemente simplesmente pra ser igual. Sabe aquele filme das formiguinhas? Todas trabalhavam de operárias, todas iam dançar na mesma hora, e tinha que ser a mesma dancinha. Acho que somos essas formiguinhas, e tentamos seguir a coreografia da vida "normal" sem correr o risco de tentar novos passos e cair. Que saudade de tempos que não vivi.. Que vontade de acordar sem apego a nada. Nem mesmo a minha caixa de chocolates que tá lá na geladeira. Acho que o medo me transformou em uma pessoa que eu não sou. Não me conheço, nem reconheço.
Acho que meu lado criativo é maior que eu mesma, e não consigo caber em mim. O que se faz quando existe essa luta interior por espaço no comando? Coragem mano, chega ai, agora chega chegando e fica falou? Me leva pra tu sacou? Me libera dessa treta. E esse texto acaba assim, sem termino. Existe tanta coisa ainda aqui dentro transbordando, que seria injusto por um ponto no fim
Hoje fui ao cinema. O filme em si era monótono, a personagem é tão cheia de conflitos que quase me senti deprimida e conflituosa também. Mas um dialogo em especial me chamou a atenção..
Ele diz: sei que somos infelizes, mas não vai embora, vamos ser infelizes juntos e sermos felizes por isso. Simplesmente por termos um ao outro.
Ela diz: somos infelizes porque temos medo de deixar aquilo que possuímos pra trás e tentar o novo..
Ta, não tinha como transcrever o dialogo literal, minha memória não é tão boa assim, mas quem assistiu Comer, rezar e amar sabe que foi algo do tipo.
E é isso, pronto. Ninguém nunca me bateu tão forte com a verdade como essa cena.. É o que somos, é o que respiramos e vivemos. O medo transforma toda infelicidade em algo justificável. O ser humano em geral não foi preparado para o desapego. Viver mediocremente é melhor do que jogar tudo pra cima e correr o risco de não ter mais nada, mas o que se esquece, é que pode-se ganhar tudo também. Como podemos saber se nossas escolhas são as certas? Como podemos ter certeza se é exatamente isso que queremos? Como podemos medir todas as oportunidades que deixamos pra trás ao escolher determinado caminho? Acho que nunca vamos encontrar respostas para essas perguntas, ou pelo menos para algumas delas. A gente se acostuma tanto com as coisas ao redor, que esquecemos que depois do horizonte tem muito mais (sei, foi meio piegas esse lance de horizonte, mas foi o melhor que consegui).. Tem lugares diferentes, pessoas diferentes, temperaturas diferentes, fuso horários diferentes, climas diferentes, culturas diferentes e uma infinidade de experiências diferentes que recusamos automaticamente e diria até ignorantemente simplesmente pra ser igual. Sabe aquele filme das formiguinhas? Todas trabalhavam de operárias, todas iam dançar na mesma hora, e tinha que ser a mesma dancinha. Acho que somos essas formiguinhas, e tentamos seguir a coreografia da vida "normal" sem correr o risco de tentar novos passos e cair. Que saudade de tempos que não vivi.. Que vontade de acordar sem apego a nada. Nem mesmo a minha caixa de chocolates que tá lá na geladeira. Acho que o medo me transformou em uma pessoa que eu não sou. Não me conheço, nem reconheço.
Acho que meu lado criativo é maior que eu mesma, e não consigo caber em mim. O que se faz quando existe essa luta interior por espaço no comando? Coragem mano, chega ai, agora chega chegando e fica falou? Me leva pra tu sacou? Me libera dessa treta. E esse texto acaba assim, sem termino. Existe tanta coisa ainda aqui dentro transbordando, que seria injusto por um ponto no fim
terça-feira, 5 de outubro de 2010
ser são por quê?

E às vezes tudo parece pequeno demais. Me sufoco com a quantidade de coisas que estão na minha cabeça, me engasgo com as frases presas na garganta, um aperto no peito, muita coisa pra sentir ao mesmo tempo. Excessivamente reflexiva pra meu gosto. De gosto só o amargo do incerto, ou o acido das coisas feias que vez ou outra quero falar.
Não, perdoem-me, acho que na verdade tudo parece grande demais. Fora do meu alcance, não sei se nasci pra chegar lá, nem mesmo sei onde é lá.
Tem dias que a gente acorda com tudo fora do lugar, não sei. Ou sei?
É essa necessidade de ser mais, de ser feliz, de ser o que o outro quer e se tiver tempo, ser o que é.
Essa multidão de incertezas, e esse tempo parado, esse vento fraco que passa lá fora e não move nada, dá medo de que tudo fique assim, e as folhas não caiam, e os frutos não cresçam e a vida se estagne, e morra como uma planta que não vê o sol.
Eu quero acordar e quero que algo aconteça, quero ser sacudida, quero gritar o que eu quiser. Quero praticar o desapego com tudo aquilo que me amarra, que me prende, quero ser sem raiz.
Quero mostrar pra mim mesma o que eu sou capaz, quero me surpreender comigo, quero me dar motivo de orgulho. Depois disso eu penso em quem vai achar o que.
E que essa noite a sanidade venha e fique, é claro se tiver algum lugar aqui dentro, senão, tudo bem, vivi tranquilamente até hoje sem ela
domingo, 26 de setembro de 2010
do sol
Tudo com você é mágico, desde a praia em um domingo ensolarado, até àquela noite que foi só pra nós. Tudo contigo tem rima, tem ritmo, tem a suavidade de um trem bala, mas não me tira do lugar. Toda hora é tua hora, não tem destino ou caminho que vá mudar o desejo de não te perder de vista, essas coisas que só o vício traz. A saudade é palavra constante no vocabulário do novo dia a dia que se faz em mim. Planos, promessas, sonhos, a construção disso em conjunto sem aquela pressão de que nada pode sair da linha, o que importa mesmo é o que já temos, nós. Frases soltas, coisas de domingo, quem dera todo ele fosse assim, teus olhos, meus olhos, um passeio sem pressa, só o tempo de vivermos e respirarmos o mesmo ar. E agora tudo que escuto é aquela musica velha tocando e dizendo: Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol..
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
pluma

mansamente chegaste.
e quando eu gritava não mais querer alguém pra dividir,
roubaste os meus pensamentos, desejos e sorrisos.
surpresa bem vinda e linda que a vida colocou assim, tão sem alarde no meu caminho.
sem pressa ou pressão, os dias foram se fazendo pouco a pouco em rotina nossa, dias teus nos meus. e o engraçado é que já me pergunto, e como era antes mesmo? não lembro. nem preciso.
só preciso matar essa fome de você, esse desejo desmedido de conhecer cada parte do que és. cada centimetro do teu corpo.
então me permita ser. ser sua, ser mais, ser sempre.
e cada dia vai ser da gente e um passo pra o depois, e pouco importa o que o
resto do mundo vai pensar.
o mundo é nosso.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
rosa e azul
Ele gosta de praia, onda e mar, guarda uma prancha no quarto e escuta reggae. Eu gosto de cinema, bar e violão, escuto MPB, e tomo cerveja até de manhã.
Quando ele sai usa roupa folgada, camisa quadriculada e cabelo no rosto, eu fico horas no espelho, coloco uma calça apertada e blush.
Ele não leva desaforo pra casa, pega pedra, toco e o que tiver na frente, joga mesmo se precisar, cuida dos seus, mas não mexa com ele. Já eu tenho medo de briga, tento ser paciênte até onde se é possível ser.
Ele não tem vergonha, fala alto, canta e dança a hora que quiser, eu canto pra dentro em público, e só perco a vergonha depois de uns copos de cerveja.
É como se a gente completasse um no outro o que falta. De tão diferentes, parece que por isso que conseguimos ser o que somos. A ponte que nos une é o que sentimos, é o desejo de fazer tudo permanecer vivo e pulsante. E de repente ao lado dele sou mais eu, sem medo de chuva ou trovão, sem medo de bala perdida e ladrão, ele cuida de mim e eu cuido dele.
Quando ele sai usa roupa folgada, camisa quadriculada e cabelo no rosto, eu fico horas no espelho, coloco uma calça apertada e blush.
Ele não leva desaforo pra casa, pega pedra, toco e o que tiver na frente, joga mesmo se precisar, cuida dos seus, mas não mexa com ele. Já eu tenho medo de briga, tento ser paciênte até onde se é possível ser.
Ele não tem vergonha, fala alto, canta e dança a hora que quiser, eu canto pra dentro em público, e só perco a vergonha depois de uns copos de cerveja.
É como se a gente completasse um no outro o que falta. De tão diferentes, parece que por isso que conseguimos ser o que somos. A ponte que nos une é o que sentimos, é o desejo de fazer tudo permanecer vivo e pulsante. E de repente ao lado dele sou mais eu, sem medo de chuva ou trovão, sem medo de bala perdida e ladrão, ele cuida de mim e eu cuido dele.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
primavera
Definitivamente me libertei das pessoas. A conclusão que cheguei é que não amamos João, José ou Maria, e sim o amor que achamos sentir por eles.entende?
Amamos ter alguém que julgamos nosso, amamos o carinho, a atenção, a dedicação, o encaixe e as experiências vividas. Quando acaba, dói simplesmente porque a sintonia alcançada pela rotina causa apego, e desvincular esses laços não é exatamente uma das tarefas mais fáceis do mundo. Mas logo que a dor passa, que a cicatriz se faz, a vida mostra que cada dia é um dia, e são 24 novas horas de oportunidades de viver e conhecer coisas e pessoas novas, até que aparece, não me pergunte por que, outro alguém que te encanta. E o ciclo se refaz. E desfaz. E se faz. Também não sei, e dentre todas essas incógnitas, a única certeza que eu tenho é que não tenho medo. Vou vivendo e quem sabe, uma dessas rotações traz a primavera pra mim.
Amamos ter alguém que julgamos nosso, amamos o carinho, a atenção, a dedicação, o encaixe e as experiências vividas. Quando acaba, dói simplesmente porque a sintonia alcançada pela rotina causa apego, e desvincular esses laços não é exatamente uma das tarefas mais fáceis do mundo. Mas logo que a dor passa, que a cicatriz se faz, a vida mostra que cada dia é um dia, e são 24 novas horas de oportunidades de viver e conhecer coisas e pessoas novas, até que aparece, não me pergunte por que, outro alguém que te encanta. E o ciclo se refaz. E desfaz. E se faz. Também não sei, e dentre todas essas incógnitas, a única certeza que eu tenho é que não tenho medo. Vou vivendo e quem sabe, uma dessas rotações traz a primavera pra mim.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
a falta
Às vezes sinto muita falta. Falta de pessoas que não conheço, de lugares que nunca fui e de coisas que nunca fiz. É a falta do que não vi, a falta que faz viver tão pouco, arriscar tão pouco. Ser convencional, usual, e sociável. É esse lance de obedecer à ordem natural das coisas e principalmente a ordem dos outros.. Vinte e um anos. O que construi além de maquetes no segundo grau e um currículo médio na faculdade? Não sei, não consigo pensar em muitas coisas, e castelo de cartas de baralho não conta! Não é possível que em um planeta onde vivem aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas, o meu facebook abrigue todos os que eu deveria conhecer. Ah e nem me venha com essas tecnologias de twitter, eu não quero seguir ninguém, quero ir do lado, sem falar que 140 caracteres me reprimem. Eu preciso de espaço, eu preciso do espaço, da falta de limite e da sobra de tempo, pra ser quem sou e o que eu quiser ser amanhã ou depois, pra ir a Istambul aprender a falar turco, ou ir ao Acre, ver se ele existe mesmo. E assim, vou saber que tudo valeu à pena, porque viver, simplesmente do mesmo jeito covarde que todo mundo vive, definitivamente não é pra mim, o problema todo é que a coragem ainda não chegou por aqui, moro longe.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
na verdade..
A coragem é apenas um passo, é dele que se precisa pra andar depois. O medo das coisas não ditas, só faz com que elas pareçam maiores ainda do que de fato são. A ignorância é a droga preferida daqueles que estimam uma vida tranquila, o não saber aquieta o coração e a consciência. O negocio é o primeiro passo! Andar por onde não se conhece, um caminho novo e escuro, é no mínimo assustador, olhar se existe algo depois da ultima luz a vista, ou ouvir as verdades de que tanto tenta correr são coisas difíceis. Acredite! Essa história de verdade é engraçada. Todo mundo diz: amo a sinceridade, valorizo a verdade. Mas tem momentos na vida que tudo que queremos ouvir são mentiras, ou simplesmente fechar ou ouvidos e não escutar nada. Deixar no não dito a certeza de que assim pode-se sentir menos dor. Mas o que acontece é que uma hora ou outra a gente tem que encarar, pra não deixar a vida pra trás. Que texto tão auto-ajuda. É, é uma auto-auto-ajuda. ;x
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
do que era
naquela mesma rotina, naqueles mesmos lugares, onde antes sentia tuas mãos nas minhas, onde antes ia por ti. já faz tanto tempo não é? uma eternidade. e por que ainda sinalizo um ponto de saudade, uma dorzinha que teima em não ir embora assim como você foi?
não sou muito acostumada a perder coisas, uma vez perdi uma meia, e rodei até achar, mesmo sabendo que nem usava mais meias, só havaianas. mania feia a minha, não pratico desapego. o problema é que a gente vai perder cada coisa que temos hoje. as roupas ficam velhas, ou pequenas, ou fora de moda, pronto, perdeu. as cargas das canetas acabam e os celulares simplesmente pifam. ah, esqueci de dizer que as pessoas que amamos, também tendem a acabar ou pifar, o problema é que não tem uma assistência autorizada para isso. só o tempo mesmo, ou nem ele.
escrevo é pra mim, só quem sente sou eu, ou pelo menos sente isso por você (tive que rir, foi inevitável).
escrever me liberta, porque só assim um pouco de você sai de mim, mesmo que apenas uma parte, falta todo o resto. vamos combinar assim então: vou vivendo, e escrevendo e pouco a pouco te tirando daqui, restará um dia então, apenas essas frases não ditas, esse acordo mudo, entre o que ficou em mim, do que foi você.
não sou muito acostumada a perder coisas, uma vez perdi uma meia, e rodei até achar, mesmo sabendo que nem usava mais meias, só havaianas. mania feia a minha, não pratico desapego. o problema é que a gente vai perder cada coisa que temos hoje. as roupas ficam velhas, ou pequenas, ou fora de moda, pronto, perdeu. as cargas das canetas acabam e os celulares simplesmente pifam. ah, esqueci de dizer que as pessoas que amamos, também tendem a acabar ou pifar, o problema é que não tem uma assistência autorizada para isso. só o tempo mesmo, ou nem ele.
escrevo é pra mim, só quem sente sou eu, ou pelo menos sente isso por você (tive que rir, foi inevitável).
escrever me liberta, porque só assim um pouco de você sai de mim, mesmo que apenas uma parte, falta todo o resto. vamos combinar assim então: vou vivendo, e escrevendo e pouco a pouco te tirando daqui, restará um dia então, apenas essas frases não ditas, esse acordo mudo, entre o que ficou em mim, do que foi você.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
era
Quando eu era pequena, sonhava em cantar em uma banda de rock, usar roupas descoladas e cabelos coloridos. Quando eu era pequena, queria ser jogadora de futebol, viajar pelo mundo e ganhar um campeonato importante. Quando eu era pequena pensei até em ser atriz, fazer uma novela das oito e dar entrevista pra o Jô. Quando eu era pequena, fazia planos de viagens a Europa, com amigos engraçados e sorrisos dignos de filmes hollywood. Quando eu era pequena, queria estudar em harvard, namorar com o capitão do time de futebol americano e frequentar aquelas festas na casa de amigos que sempre terminavam com a polícia na porta.
Aaah, quando eu era pequena a vida parecia tão grande, pequena mesmo, vejo que sou agora.
Aaah, quando eu era pequena a vida parecia tão grande, pequena mesmo, vejo que sou agora.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
e nada te faltará

pelo mundo a gente vai, pelo mundo a gente passa
pelo mundo a gente vem, vai e passa.
a gente morre, a gente nasce, a gente some e depois volta
o ciclo continua, independe de você acreditar ou não
no que você crê é só você quem vai dizer, se quer crescer, seja mais
todo dia acorde e viva, por que a unica coisa que temos é esse momento
é ele que nos leva até o próximo, e assim vamos..
não corra pra não cair, mas também não pare no meio do caminho
a evolução é contínua e ininterrupta
acreditar no que não se pode ver é a primeira lição,
acreditamos no amor e na amizade, sentimos frio ou dor
nem por isso vemos o amor, nem por isso tocamos o vento que nos causa frio ou a traição que nos causa dor
os mistérios da vida vão além de você ou de mim
e isso é que é o melhor, pois assim, só morre de tédio quem quer
faça por você e pelos outros. tenha fé.
agradeça todos os dias pelas coisas pequenas que te acontecem, são elas que te fazem grande
sorria mais, aprecie mais, ande sem pressa, olhe sempre pra o céu, ele muda de cor e forma pra chamar sua atenção.
domingo, 23 de maio de 2010
empreendedor é isso!
aprender a viver o agora, agora.
sem lembrar do que passou ou imaginar
o que vai ser.
desafio constante, de inconstante, só eu.
pra que pensar tanto? se viver, requer apenas estar vivo.
ser feliz é o que importa,
se não é do jeito que se quer, inventa.
empreendedorismo sentimental, resiliência passional.
o sorriso tá sempre aqui guardado, querendo sair.
coloca pra fora, respira fundo e olha pro céu!
"a vida é curta pra ser pequena, amor, não vale a pena reclamar.."
sem lembrar do que passou ou imaginar
o que vai ser.
desafio constante, de inconstante, só eu.
pra que pensar tanto? se viver, requer apenas estar vivo.
ser feliz é o que importa,
se não é do jeito que se quer, inventa.
empreendedorismo sentimental, resiliência passional.
o sorriso tá sempre aqui guardado, querendo sair.
coloca pra fora, respira fundo e olha pro céu!
"a vida é curta pra ser pequena, amor, não vale a pena reclamar.."
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