segunda-feira, 16 de agosto de 2010

a falta

Às vezes sinto muita falta. Falta de pessoas que não conheço, de lugares que nunca fui e de coisas que nunca fiz. É a falta do que não vi, a falta que faz viver tão pouco, arriscar tão pouco. Ser convencional, usual, e sociável. É esse lance de obedecer à ordem natural das coisas e principalmente a ordem dos outros.. Vinte e um anos. O que construi além de maquetes no segundo grau e um currículo médio na faculdade? Não sei, não consigo pensar em muitas coisas, e castelo de cartas de baralho não conta! Não é possível que em um planeta onde vivem aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas, o meu facebook abrigue todos os que eu deveria conhecer. Ah e nem me venha com essas tecnologias de twitter, eu não quero seguir ninguém, quero ir do lado, sem falar que 140 caracteres me reprimem. Eu preciso de espaço, eu preciso do espaço, da falta de limite e da sobra de tempo, pra ser quem sou e o que eu quiser ser amanhã ou depois, pra ir a Istambul aprender a falar turco, ou ir ao Acre, ver se ele existe mesmo. E assim, vou saber que tudo valeu à pena, porque viver, simplesmente do mesmo jeito covarde que todo mundo vive, definitivamente não é pra mim, o problema todo é que a coragem ainda não chegou por aqui, moro longe.

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