naquela mesma rotina, naqueles mesmos lugares, onde antes sentia tuas mãos nas minhas, onde antes ia por ti. já faz tanto tempo não é? uma eternidade. e por que ainda sinalizo um ponto de saudade, uma dorzinha que teima em não ir embora assim como você foi?
não sou muito acostumada a perder coisas, uma vez perdi uma meia, e rodei até achar, mesmo sabendo que nem usava mais meias, só havaianas. mania feia a minha, não pratico desapego. o problema é que a gente vai perder cada coisa que temos hoje. as roupas ficam velhas, ou pequenas, ou fora de moda, pronto, perdeu. as cargas das canetas acabam e os celulares simplesmente pifam. ah, esqueci de dizer que as pessoas que amamos, também tendem a acabar ou pifar, o problema é que não tem uma assistência autorizada para isso. só o tempo mesmo, ou nem ele.
escrevo é pra mim, só quem sente sou eu, ou pelo menos sente isso por você (tive que rir, foi inevitável).
escrever me liberta, porque só assim um pouco de você sai de mim, mesmo que apenas uma parte, falta todo o resto. vamos combinar assim então: vou vivendo, e escrevendo e pouco a pouco te tirando daqui, restará um dia então, apenas essas frases não ditas, esse acordo mudo, entre o que ficou em mim, do que foi você.
Gostei da leveza!
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