Sabe um imã? Forças opostas que se atraem, é quase que impossível separar aquele desejo tácito, invisível, mas excessivamente pulsante.
Me sinto assim hoje, por que em você achei a força oposta que me move em seu sentido. Mais rápido, mais incontrolável do que eu esperava. Mas é assim o amor, não há definição, nem estudo científico, é apenas sentir, e se permitir.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Dia de chuva
Sabe asfalto molhado? Aquele cheiro característico que faz a gente sentir nariz a dentro a evaporação daquela água que cai. Sufoco.
Sabe fim de tarde de chuva? O tempo mais escuro do que o normal, muita gente andando com pressa pra chegar logo em qualquer lugar. Agonia.
Sabe a confusão desse momento? As gotas que caem das arvores batem na gente, o barulho dos pingos grossos em cima das lonas do vendedor de batata frita. Umidade.
Sabe o desejo de sair daquilo tudo? Os passos mais rapidos, seguindo o ritmo, a sombrinha molhada tanto quanto você, quase inútil. Desejo.
Sabe aquele acordo tácito de aceitação? Olhando ao redor o que se vê é um sentimento mutuo de conformidade, então você se contagia daquilo. Vida.
Minhas ideias estão em um dia de chuva hoje. Mas ainda tô na parte da agonia.
Sabe fim de tarde de chuva? O tempo mais escuro do que o normal, muita gente andando com pressa pra chegar logo em qualquer lugar. Agonia.
Sabe a confusão desse momento? As gotas que caem das arvores batem na gente, o barulho dos pingos grossos em cima das lonas do vendedor de batata frita. Umidade.
Sabe o desejo de sair daquilo tudo? Os passos mais rapidos, seguindo o ritmo, a sombrinha molhada tanto quanto você, quase inútil. Desejo.
Sabe aquele acordo tácito de aceitação? Olhando ao redor o que se vê é um sentimento mutuo de conformidade, então você se contagia daquilo. Vida.
Minhas ideias estão em um dia de chuva hoje. Mas ainda tô na parte da agonia.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
o que é o amor?
Quando dizem que só amamos uma vez eu concordo. Todas as vezes que amei, amei só aquela vez daquele jeito. Amei aquela pessoa, amei o cheiro dela, amei a maneira como ela sorria pra mim, ou o sotaque e seus vícios de linguagem. Quando deixei de amar, simplesmente abri o espaço das minhas vontades, pra que no momento certo outro alguém depositasse seus trejeitos que passariam a ser meus perfeitos desejos.
E é assim que sou feliz amando o amor que sinto por cada merecedor desse apreço.
Quem constrói um pedestal para instalar um sentimento único, eterno e inabalável, que é edificado em cima de um e apenas um ser, não sabe o que é amar.
Amar é somar, sonhar, compartilhar e dividir. Não guardar, mensurar, santificar e fantasiar.
E é assim que sou feliz amando o amor que sinto por cada merecedor desse apreço.
Quem constrói um pedestal para instalar um sentimento único, eterno e inabalável, que é edificado em cima de um e apenas um ser, não sabe o que é amar.
Amar é somar, sonhar, compartilhar e dividir. Não guardar, mensurar, santificar e fantasiar.
sábado, 13 de novembro de 2010
do sol e do suor
Gosto das tardes quentes do Recife,
e o teu corpo bronzeado caminhando do lado.
Cabelos ao ritmo do vento e o reflexo do sol clareando teus olhos.
Sempre aquele sorriso,
aquele seu sorriso que é só pra mim.
Não sei ao certo o que é certo,
mas sei que nesses dias me sinto feliz.
Adoro saber que essa cidade é quente até quando chove,
e quem sabe você continue aqui.
Mas se um dia tua presença se for,
ainda vai ter a lembrança desses dias suados pra me aquecer.
e o teu corpo bronzeado caminhando do lado.
Cabelos ao ritmo do vento e o reflexo do sol clareando teus olhos.
Sempre aquele sorriso,
aquele seu sorriso que é só pra mim.
Não sei ao certo o que é certo,
mas sei que nesses dias me sinto feliz.
Adoro saber que essa cidade é quente até quando chove,
e quem sabe você continue aqui.
Mas se um dia tua presença se for,
ainda vai ter a lembrança desses dias suados pra me aquecer.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
brincando
lábios cor de amora,
doces como mel,
por do sol, aurora,
do seu lado sempre céu.
céu da tua boca,
luz do teu sorriso,
olhar feito de lua,
tranquilo e decidido.
pele tom verão,
quente como o sol,
inebria a estação,
de repente sou seu soul e só.
doces como mel,
por do sol, aurora,
do seu lado sempre céu.
céu da tua boca,
luz do teu sorriso,
olhar feito de lua,
tranquilo e decidido.
pele tom verão,
quente como o sol,
inebria a estação,
de repente sou seu soul e só.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
comer, pensar e pensar
Sempre que caminho sozinha à noite, me sinto assim, fora do mundo. É um exercício solitário de reflexão e contemplação. Já notaram como o silêncio da noite penetra nos ouvidos e é tão intenso que chega a doer lá no fundo? O som do nada enche minha cabeça com tudo. Rimei sem querer, não gosto de rimas.. Só às vezes. Acho que é ousar demais. Os poetas rimam, eu sinto, eu só sei sentir e é por isso que escrevo.
Hoje fui ao cinema. O filme em si era monótono, a personagem é tão cheia de conflitos que quase me senti deprimida e conflituosa também. Mas um dialogo em especial me chamou a atenção..
Ele diz: sei que somos infelizes, mas não vai embora, vamos ser infelizes juntos e sermos felizes por isso. Simplesmente por termos um ao outro.
Ela diz: somos infelizes porque temos medo de deixar aquilo que possuímos pra trás e tentar o novo..
Ta, não tinha como transcrever o dialogo literal, minha memória não é tão boa assim, mas quem assistiu Comer, rezar e amar sabe que foi algo do tipo.
E é isso, pronto. Ninguém nunca me bateu tão forte com a verdade como essa cena.. É o que somos, é o que respiramos e vivemos. O medo transforma toda infelicidade em algo justificável. O ser humano em geral não foi preparado para o desapego. Viver mediocremente é melhor do que jogar tudo pra cima e correr o risco de não ter mais nada, mas o que se esquece, é que pode-se ganhar tudo também. Como podemos saber se nossas escolhas são as certas? Como podemos ter certeza se é exatamente isso que queremos? Como podemos medir todas as oportunidades que deixamos pra trás ao escolher determinado caminho? Acho que nunca vamos encontrar respostas para essas perguntas, ou pelo menos para algumas delas. A gente se acostuma tanto com as coisas ao redor, que esquecemos que depois do horizonte tem muito mais (sei, foi meio piegas esse lance de horizonte, mas foi o melhor que consegui).. Tem lugares diferentes, pessoas diferentes, temperaturas diferentes, fuso horários diferentes, climas diferentes, culturas diferentes e uma infinidade de experiências diferentes que recusamos automaticamente e diria até ignorantemente simplesmente pra ser igual. Sabe aquele filme das formiguinhas? Todas trabalhavam de operárias, todas iam dançar na mesma hora, e tinha que ser a mesma dancinha. Acho que somos essas formiguinhas, e tentamos seguir a coreografia da vida "normal" sem correr o risco de tentar novos passos e cair. Que saudade de tempos que não vivi.. Que vontade de acordar sem apego a nada. Nem mesmo a minha caixa de chocolates que tá lá na geladeira. Acho que o medo me transformou em uma pessoa que eu não sou. Não me conheço, nem reconheço.
Acho que meu lado criativo é maior que eu mesma, e não consigo caber em mim. O que se faz quando existe essa luta interior por espaço no comando? Coragem mano, chega ai, agora chega chegando e fica falou? Me leva pra tu sacou? Me libera dessa treta. E esse texto acaba assim, sem termino. Existe tanta coisa ainda aqui dentro transbordando, que seria injusto por um ponto no fim
Hoje fui ao cinema. O filme em si era monótono, a personagem é tão cheia de conflitos que quase me senti deprimida e conflituosa também. Mas um dialogo em especial me chamou a atenção..
Ele diz: sei que somos infelizes, mas não vai embora, vamos ser infelizes juntos e sermos felizes por isso. Simplesmente por termos um ao outro.
Ela diz: somos infelizes porque temos medo de deixar aquilo que possuímos pra trás e tentar o novo..
Ta, não tinha como transcrever o dialogo literal, minha memória não é tão boa assim, mas quem assistiu Comer, rezar e amar sabe que foi algo do tipo.
E é isso, pronto. Ninguém nunca me bateu tão forte com a verdade como essa cena.. É o que somos, é o que respiramos e vivemos. O medo transforma toda infelicidade em algo justificável. O ser humano em geral não foi preparado para o desapego. Viver mediocremente é melhor do que jogar tudo pra cima e correr o risco de não ter mais nada, mas o que se esquece, é que pode-se ganhar tudo também. Como podemos saber se nossas escolhas são as certas? Como podemos ter certeza se é exatamente isso que queremos? Como podemos medir todas as oportunidades que deixamos pra trás ao escolher determinado caminho? Acho que nunca vamos encontrar respostas para essas perguntas, ou pelo menos para algumas delas. A gente se acostuma tanto com as coisas ao redor, que esquecemos que depois do horizonte tem muito mais (sei, foi meio piegas esse lance de horizonte, mas foi o melhor que consegui).. Tem lugares diferentes, pessoas diferentes, temperaturas diferentes, fuso horários diferentes, climas diferentes, culturas diferentes e uma infinidade de experiências diferentes que recusamos automaticamente e diria até ignorantemente simplesmente pra ser igual. Sabe aquele filme das formiguinhas? Todas trabalhavam de operárias, todas iam dançar na mesma hora, e tinha que ser a mesma dancinha. Acho que somos essas formiguinhas, e tentamos seguir a coreografia da vida "normal" sem correr o risco de tentar novos passos e cair. Que saudade de tempos que não vivi.. Que vontade de acordar sem apego a nada. Nem mesmo a minha caixa de chocolates que tá lá na geladeira. Acho que o medo me transformou em uma pessoa que eu não sou. Não me conheço, nem reconheço.
Acho que meu lado criativo é maior que eu mesma, e não consigo caber em mim. O que se faz quando existe essa luta interior por espaço no comando? Coragem mano, chega ai, agora chega chegando e fica falou? Me leva pra tu sacou? Me libera dessa treta. E esse texto acaba assim, sem termino. Existe tanta coisa ainda aqui dentro transbordando, que seria injusto por um ponto no fim
terça-feira, 5 de outubro de 2010
ser são por quê?

E às vezes tudo parece pequeno demais. Me sufoco com a quantidade de coisas que estão na minha cabeça, me engasgo com as frases presas na garganta, um aperto no peito, muita coisa pra sentir ao mesmo tempo. Excessivamente reflexiva pra meu gosto. De gosto só o amargo do incerto, ou o acido das coisas feias que vez ou outra quero falar.
Não, perdoem-me, acho que na verdade tudo parece grande demais. Fora do meu alcance, não sei se nasci pra chegar lá, nem mesmo sei onde é lá.
Tem dias que a gente acorda com tudo fora do lugar, não sei. Ou sei?
É essa necessidade de ser mais, de ser feliz, de ser o que o outro quer e se tiver tempo, ser o que é.
Essa multidão de incertezas, e esse tempo parado, esse vento fraco que passa lá fora e não move nada, dá medo de que tudo fique assim, e as folhas não caiam, e os frutos não cresçam e a vida se estagne, e morra como uma planta que não vê o sol.
Eu quero acordar e quero que algo aconteça, quero ser sacudida, quero gritar o que eu quiser. Quero praticar o desapego com tudo aquilo que me amarra, que me prende, quero ser sem raiz.
Quero mostrar pra mim mesma o que eu sou capaz, quero me surpreender comigo, quero me dar motivo de orgulho. Depois disso eu penso em quem vai achar o que.
E que essa noite a sanidade venha e fique, é claro se tiver algum lugar aqui dentro, senão, tudo bem, vivi tranquilamente até hoje sem ela
domingo, 26 de setembro de 2010
do sol
Tudo com você é mágico, desde a praia em um domingo ensolarado, até àquela noite que foi só pra nós. Tudo contigo tem rima, tem ritmo, tem a suavidade de um trem bala, mas não me tira do lugar. Toda hora é tua hora, não tem destino ou caminho que vá mudar o desejo de não te perder de vista, essas coisas que só o vício traz. A saudade é palavra constante no vocabulário do novo dia a dia que se faz em mim. Planos, promessas, sonhos, a construção disso em conjunto sem aquela pressão de que nada pode sair da linha, o que importa mesmo é o que já temos, nós. Frases soltas, coisas de domingo, quem dera todo ele fosse assim, teus olhos, meus olhos, um passeio sem pressa, só o tempo de vivermos e respirarmos o mesmo ar. E agora tudo que escuto é aquela musica velha tocando e dizendo: Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol..
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
pluma

mansamente chegaste.
e quando eu gritava não mais querer alguém pra dividir,
roubaste os meus pensamentos, desejos e sorrisos.
surpresa bem vinda e linda que a vida colocou assim, tão sem alarde no meu caminho.
sem pressa ou pressão, os dias foram se fazendo pouco a pouco em rotina nossa, dias teus nos meus. e o engraçado é que já me pergunto, e como era antes mesmo? não lembro. nem preciso.
só preciso matar essa fome de você, esse desejo desmedido de conhecer cada parte do que és. cada centimetro do teu corpo.
então me permita ser. ser sua, ser mais, ser sempre.
e cada dia vai ser da gente e um passo pra o depois, e pouco importa o que o
resto do mundo vai pensar.
o mundo é nosso.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
rosa e azul
Ele gosta de praia, onda e mar, guarda uma prancha no quarto e escuta reggae. Eu gosto de cinema, bar e violão, escuto MPB, e tomo cerveja até de manhã.
Quando ele sai usa roupa folgada, camisa quadriculada e cabelo no rosto, eu fico horas no espelho, coloco uma calça apertada e blush.
Ele não leva desaforo pra casa, pega pedra, toco e o que tiver na frente, joga mesmo se precisar, cuida dos seus, mas não mexa com ele. Já eu tenho medo de briga, tento ser paciênte até onde se é possível ser.
Ele não tem vergonha, fala alto, canta e dança a hora que quiser, eu canto pra dentro em público, e só perco a vergonha depois de uns copos de cerveja.
É como se a gente completasse um no outro o que falta. De tão diferentes, parece que por isso que conseguimos ser o que somos. A ponte que nos une é o que sentimos, é o desejo de fazer tudo permanecer vivo e pulsante. E de repente ao lado dele sou mais eu, sem medo de chuva ou trovão, sem medo de bala perdida e ladrão, ele cuida de mim e eu cuido dele.
Quando ele sai usa roupa folgada, camisa quadriculada e cabelo no rosto, eu fico horas no espelho, coloco uma calça apertada e blush.
Ele não leva desaforo pra casa, pega pedra, toco e o que tiver na frente, joga mesmo se precisar, cuida dos seus, mas não mexa com ele. Já eu tenho medo de briga, tento ser paciênte até onde se é possível ser.
Ele não tem vergonha, fala alto, canta e dança a hora que quiser, eu canto pra dentro em público, e só perco a vergonha depois de uns copos de cerveja.
É como se a gente completasse um no outro o que falta. De tão diferentes, parece que por isso que conseguimos ser o que somos. A ponte que nos une é o que sentimos, é o desejo de fazer tudo permanecer vivo e pulsante. E de repente ao lado dele sou mais eu, sem medo de chuva ou trovão, sem medo de bala perdida e ladrão, ele cuida de mim e eu cuido dele.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
primavera
Definitivamente me libertei das pessoas. A conclusão que cheguei é que não amamos João, José ou Maria, e sim o amor que achamos sentir por eles.entende?
Amamos ter alguém que julgamos nosso, amamos o carinho, a atenção, a dedicação, o encaixe e as experiências vividas. Quando acaba, dói simplesmente porque a sintonia alcançada pela rotina causa apego, e desvincular esses laços não é exatamente uma das tarefas mais fáceis do mundo. Mas logo que a dor passa, que a cicatriz se faz, a vida mostra que cada dia é um dia, e são 24 novas horas de oportunidades de viver e conhecer coisas e pessoas novas, até que aparece, não me pergunte por que, outro alguém que te encanta. E o ciclo se refaz. E desfaz. E se faz. Também não sei, e dentre todas essas incógnitas, a única certeza que eu tenho é que não tenho medo. Vou vivendo e quem sabe, uma dessas rotações traz a primavera pra mim.
Amamos ter alguém que julgamos nosso, amamos o carinho, a atenção, a dedicação, o encaixe e as experiências vividas. Quando acaba, dói simplesmente porque a sintonia alcançada pela rotina causa apego, e desvincular esses laços não é exatamente uma das tarefas mais fáceis do mundo. Mas logo que a dor passa, que a cicatriz se faz, a vida mostra que cada dia é um dia, e são 24 novas horas de oportunidades de viver e conhecer coisas e pessoas novas, até que aparece, não me pergunte por que, outro alguém que te encanta. E o ciclo se refaz. E desfaz. E se faz. Também não sei, e dentre todas essas incógnitas, a única certeza que eu tenho é que não tenho medo. Vou vivendo e quem sabe, uma dessas rotações traz a primavera pra mim.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
a falta
Às vezes sinto muita falta. Falta de pessoas que não conheço, de lugares que nunca fui e de coisas que nunca fiz. É a falta do que não vi, a falta que faz viver tão pouco, arriscar tão pouco. Ser convencional, usual, e sociável. É esse lance de obedecer à ordem natural das coisas e principalmente a ordem dos outros.. Vinte e um anos. O que construi além de maquetes no segundo grau e um currículo médio na faculdade? Não sei, não consigo pensar em muitas coisas, e castelo de cartas de baralho não conta! Não é possível que em um planeta onde vivem aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas, o meu facebook abrigue todos os que eu deveria conhecer. Ah e nem me venha com essas tecnologias de twitter, eu não quero seguir ninguém, quero ir do lado, sem falar que 140 caracteres me reprimem. Eu preciso de espaço, eu preciso do espaço, da falta de limite e da sobra de tempo, pra ser quem sou e o que eu quiser ser amanhã ou depois, pra ir a Istambul aprender a falar turco, ou ir ao Acre, ver se ele existe mesmo. E assim, vou saber que tudo valeu à pena, porque viver, simplesmente do mesmo jeito covarde que todo mundo vive, definitivamente não é pra mim, o problema todo é que a coragem ainda não chegou por aqui, moro longe.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
na verdade..
A coragem é apenas um passo, é dele que se precisa pra andar depois. O medo das coisas não ditas, só faz com que elas pareçam maiores ainda do que de fato são. A ignorância é a droga preferida daqueles que estimam uma vida tranquila, o não saber aquieta o coração e a consciência. O negocio é o primeiro passo! Andar por onde não se conhece, um caminho novo e escuro, é no mínimo assustador, olhar se existe algo depois da ultima luz a vista, ou ouvir as verdades de que tanto tenta correr são coisas difíceis. Acredite! Essa história de verdade é engraçada. Todo mundo diz: amo a sinceridade, valorizo a verdade. Mas tem momentos na vida que tudo que queremos ouvir são mentiras, ou simplesmente fechar ou ouvidos e não escutar nada. Deixar no não dito a certeza de que assim pode-se sentir menos dor. Mas o que acontece é que uma hora ou outra a gente tem que encarar, pra não deixar a vida pra trás. Que texto tão auto-ajuda. É, é uma auto-auto-ajuda. ;x
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
do que era
naquela mesma rotina, naqueles mesmos lugares, onde antes sentia tuas mãos nas minhas, onde antes ia por ti. já faz tanto tempo não é? uma eternidade. e por que ainda sinalizo um ponto de saudade, uma dorzinha que teima em não ir embora assim como você foi?
não sou muito acostumada a perder coisas, uma vez perdi uma meia, e rodei até achar, mesmo sabendo que nem usava mais meias, só havaianas. mania feia a minha, não pratico desapego. o problema é que a gente vai perder cada coisa que temos hoje. as roupas ficam velhas, ou pequenas, ou fora de moda, pronto, perdeu. as cargas das canetas acabam e os celulares simplesmente pifam. ah, esqueci de dizer que as pessoas que amamos, também tendem a acabar ou pifar, o problema é que não tem uma assistência autorizada para isso. só o tempo mesmo, ou nem ele.
escrevo é pra mim, só quem sente sou eu, ou pelo menos sente isso por você (tive que rir, foi inevitável).
escrever me liberta, porque só assim um pouco de você sai de mim, mesmo que apenas uma parte, falta todo o resto. vamos combinar assim então: vou vivendo, e escrevendo e pouco a pouco te tirando daqui, restará um dia então, apenas essas frases não ditas, esse acordo mudo, entre o que ficou em mim, do que foi você.
não sou muito acostumada a perder coisas, uma vez perdi uma meia, e rodei até achar, mesmo sabendo que nem usava mais meias, só havaianas. mania feia a minha, não pratico desapego. o problema é que a gente vai perder cada coisa que temos hoje. as roupas ficam velhas, ou pequenas, ou fora de moda, pronto, perdeu. as cargas das canetas acabam e os celulares simplesmente pifam. ah, esqueci de dizer que as pessoas que amamos, também tendem a acabar ou pifar, o problema é que não tem uma assistência autorizada para isso. só o tempo mesmo, ou nem ele.
escrevo é pra mim, só quem sente sou eu, ou pelo menos sente isso por você (tive que rir, foi inevitável).
escrever me liberta, porque só assim um pouco de você sai de mim, mesmo que apenas uma parte, falta todo o resto. vamos combinar assim então: vou vivendo, e escrevendo e pouco a pouco te tirando daqui, restará um dia então, apenas essas frases não ditas, esse acordo mudo, entre o que ficou em mim, do que foi você.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
era
Quando eu era pequena, sonhava em cantar em uma banda de rock, usar roupas descoladas e cabelos coloridos. Quando eu era pequena, queria ser jogadora de futebol, viajar pelo mundo e ganhar um campeonato importante. Quando eu era pequena pensei até em ser atriz, fazer uma novela das oito e dar entrevista pra o Jô. Quando eu era pequena, fazia planos de viagens a Europa, com amigos engraçados e sorrisos dignos de filmes hollywood. Quando eu era pequena, queria estudar em harvard, namorar com o capitão do time de futebol americano e frequentar aquelas festas na casa de amigos que sempre terminavam com a polícia na porta.
Aaah, quando eu era pequena a vida parecia tão grande, pequena mesmo, vejo que sou agora.
Aaah, quando eu era pequena a vida parecia tão grande, pequena mesmo, vejo que sou agora.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
e nada te faltará

pelo mundo a gente vai, pelo mundo a gente passa
pelo mundo a gente vem, vai e passa.
a gente morre, a gente nasce, a gente some e depois volta
o ciclo continua, independe de você acreditar ou não
no que você crê é só você quem vai dizer, se quer crescer, seja mais
todo dia acorde e viva, por que a unica coisa que temos é esse momento
é ele que nos leva até o próximo, e assim vamos..
não corra pra não cair, mas também não pare no meio do caminho
a evolução é contínua e ininterrupta
acreditar no que não se pode ver é a primeira lição,
acreditamos no amor e na amizade, sentimos frio ou dor
nem por isso vemos o amor, nem por isso tocamos o vento que nos causa frio ou a traição que nos causa dor
os mistérios da vida vão além de você ou de mim
e isso é que é o melhor, pois assim, só morre de tédio quem quer
faça por você e pelos outros. tenha fé.
agradeça todos os dias pelas coisas pequenas que te acontecem, são elas que te fazem grande
sorria mais, aprecie mais, ande sem pressa, olhe sempre pra o céu, ele muda de cor e forma pra chamar sua atenção.
domingo, 23 de maio de 2010
empreendedor é isso!
aprender a viver o agora, agora.
sem lembrar do que passou ou imaginar
o que vai ser.
desafio constante, de inconstante, só eu.
pra que pensar tanto? se viver, requer apenas estar vivo.
ser feliz é o que importa,
se não é do jeito que se quer, inventa.
empreendedorismo sentimental, resiliência passional.
o sorriso tá sempre aqui guardado, querendo sair.
coloca pra fora, respira fundo e olha pro céu!
"a vida é curta pra ser pequena, amor, não vale a pena reclamar.."
sem lembrar do que passou ou imaginar
o que vai ser.
desafio constante, de inconstante, só eu.
pra que pensar tanto? se viver, requer apenas estar vivo.
ser feliz é o que importa,
se não é do jeito que se quer, inventa.
empreendedorismo sentimental, resiliência passional.
o sorriso tá sempre aqui guardado, querendo sair.
coloca pra fora, respira fundo e olha pro céu!
"a vida é curta pra ser pequena, amor, não vale a pena reclamar.."
terça-feira, 18 de maio de 2010
o homem
Já é tarde da noite, e da janela vejo na rua vazia um homem solitário a caminhar.
Roupas escuras, cabelos curtos, passos leves e ritmados.
O cigarro na mão esquerda queima com as tragadas espaçadas. Vermelho intenso, clareando o rastro da fumaça.
Se prestar atenção, escuto o barulho das suas sandálias arrastando no chão de areia,
a poeira sobe e um cachorro que dorme na calçada levanta a cabeça pra ver ele passar.
Quem é esse homem? Não sei.
Pra onde ele vai? Não sei.
No que ele pensa? Não sei.
E a escuridão leva ele embora, agora só vejo as sombras das arvores, dançando de um lado para o outro.
Então começo a imaginar... e se você fosse aquele homem, será que dançaria comigo junto as folhas ou deixaria a rua vazia outra vez?
Paro, reflito. A rua não mudou, por que você mudaria..
Roupas escuras, cabelos curtos, passos leves e ritmados.
O cigarro na mão esquerda queima com as tragadas espaçadas. Vermelho intenso, clareando o rastro da fumaça.
Se prestar atenção, escuto o barulho das suas sandálias arrastando no chão de areia,
a poeira sobe e um cachorro que dorme na calçada levanta a cabeça pra ver ele passar.
Quem é esse homem? Não sei.
Pra onde ele vai? Não sei.
No que ele pensa? Não sei.
E a escuridão leva ele embora, agora só vejo as sombras das arvores, dançando de um lado para o outro.
Então começo a imaginar... e se você fosse aquele homem, será que dançaria comigo junto as folhas ou deixaria a rua vazia outra vez?
Paro, reflito. A rua não mudou, por que você mudaria..
do passado
Não quero ser o que é melhor pra você.
Quero ser seu desejo, quente e ardente,
quero ser o suor colado no teu corpo,
quero ser o seu corpo.
Quero misturar meus cabelos nos teus,
ver seus olhos dentro dos meus.
Quero ouvir o gemido baixinho do teu prazer,
quero ser o seu prazer.
Quero tuas mãos apertando com força meus braços,
um sorriso depois do laço.
Quero o calor da tua respiração no meu ouvido,
quero a leveza dos teus traços.
Quero cada parte, cada pedaço, envolto nessa onda de calor,
quero esse gosto salgado e o peso do teu corpo.
Quero esse coração batendo fora e dentro de mim,
no mesmo ritmo, mesmo compasso.
Quero ser seu desejo, quente e ardente,
quero ser o suor colado no teu corpo,
quero ser o seu corpo.
Quero misturar meus cabelos nos teus,
ver seus olhos dentro dos meus.
Quero ouvir o gemido baixinho do teu prazer,
quero ser o seu prazer.
Quero tuas mãos apertando com força meus braços,
um sorriso depois do laço.
Quero o calor da tua respiração no meu ouvido,
quero a leveza dos teus traços.
Quero cada parte, cada pedaço, envolto nessa onda de calor,
quero esse gosto salgado e o peso do teu corpo.
Quero esse coração batendo fora e dentro de mim,
no mesmo ritmo, mesmo compasso.
pensamento
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que é eterno
a gente sempre pensa que é eterno e feliz
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que não vai conseguir
a gente sempre pensa que não vai conseguir viver sem ter
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que a dor não vai passar
a gente sempre pensa que a dor não vai passar nunca
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa demais
a gente sempre pensa demais em tudo
e de tanto pensar, o tempo passa
o tempo passa, e tudo que se pensou, já ficou pra trás.
a gente sempre pensa que é eterno
a gente sempre pensa que é eterno e feliz
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que não vai conseguir
a gente sempre pensa que não vai conseguir viver sem ter
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que a dor não vai passar
a gente sempre pensa que a dor não vai passar nunca
a gente sempre pensa
a gente sempre pensa demais
a gente sempre pensa demais em tudo
e de tanto pensar, o tempo passa
o tempo passa, e tudo que se pensou, já ficou pra trás.
voa
o tempo voa meu bem
o tempo voa e ninguém tem
o direito de olhar pra trás
querer mexer no que se faz
já fez, tá feito pra que chorar?
correr pra longe, deixar pra lá
o tempo voa e você não viu
que o crepúsculo pode até ser vil
se a solidão resolver te tocar
chegar e sentar no meu lugar
ai quem vai segurar sua mão?
te proteger do medo da escuridão?
o tempo voa meu amor,
e esse poema termina rimando com dor.
o tempo voa e ninguém tem
o direito de olhar pra trás
querer mexer no que se faz
já fez, tá feito pra que chorar?
correr pra longe, deixar pra lá
o tempo voa e você não viu
que o crepúsculo pode até ser vil
se a solidão resolver te tocar
chegar e sentar no meu lugar
ai quem vai segurar sua mão?
te proteger do medo da escuridão?
o tempo voa meu amor,
e esse poema termina rimando com dor.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
a janela
a janela do quarto chora as gotas da chuva desse início de manhã.
meu pensamento acordou em você.
nesse frio, a falta do calor do teu corpo congela meus dedos do pé,
a vontade que tenho é só de dormir outra vez, adormecer pra isso tudo,
esquecer o quanto sua distância ainda vai doer, sonhar que você vai voltar.
mas esse frio não me deixa fugir, e a janela continua lá,
nesse silêncio até dá pra ouvir sua tristeza, seu gemido baixo e continuo,
dizendo que nada vai mudar.
me encolho embaixo das cobertas, me abraço
- nada vai mudar. ela continua dizendo e não para de chorar..
meu pensamento acordou em você.
nesse frio, a falta do calor do teu corpo congela meus dedos do pé,
a vontade que tenho é só de dormir outra vez, adormecer pra isso tudo,
esquecer o quanto sua distância ainda vai doer, sonhar que você vai voltar.
mas esse frio não me deixa fugir, e a janela continua lá,
nesse silêncio até dá pra ouvir sua tristeza, seu gemido baixo e continuo,
dizendo que nada vai mudar.
me encolho embaixo das cobertas, me abraço
- nada vai mudar. ela continua dizendo e não para de chorar..
sábado, 8 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
noite de domingo
a noite passa quente,
descem quente também as coisas garganta adentro,
coisas que tenho que engolir e o pior de tudo, digerir.
não me sinto pronta pra isso. não me sinto pronta pra
não saber, pra me sentir confusa.
eu gosto mesmo é de ter o dominio, de achar que sei de tudo.
doce ilusão, eu sei, mas era bom assim.
agora eu não sei mais de nada, quem é, quem foi, quem vai ser.
só sei que a solidão bate e essa noite quente começa a me congelar.
a cama parece feita de pedras, só pra mostrar o quanto
é desconfortavel estar só e aqui.
ajudo no processo e escuto Marisa Monte, agora sim estou no ponto.
processos do ciclo, tão normal..
o melhor mesmo é saber que amanhã é um novo dia.
talvez eu até ria dessas loucuras, talvez.
descem quente também as coisas garganta adentro,
coisas que tenho que engolir e o pior de tudo, digerir.
não me sinto pronta pra isso. não me sinto pronta pra
não saber, pra me sentir confusa.
eu gosto mesmo é de ter o dominio, de achar que sei de tudo.
doce ilusão, eu sei, mas era bom assim.
agora eu não sei mais de nada, quem é, quem foi, quem vai ser.
só sei que a solidão bate e essa noite quente começa a me congelar.
a cama parece feita de pedras, só pra mostrar o quanto
é desconfortavel estar só e aqui.
ajudo no processo e escuto Marisa Monte, agora sim estou no ponto.
processos do ciclo, tão normal..
o melhor mesmo é saber que amanhã é um novo dia.
talvez eu até ria dessas loucuras, talvez.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
promessas
Venho focando minha vida, meus dias e meus pensamentos em coisas pequenas.
Olhando pela janela, a escuridão engolia o horizonte que se mostrava gigante e assustadoramente misterioso. Como pude querer tão pouco? Uma paixão? Uma graduação? Uma casa? Um carro? Ir ao próximo show legal?
Que nada, isso é muito pouco. Eu posso ser mais que isso. E vou ser.
Carrego do lado aquilo que assim como eu quer ser melhor, quem ficar pra trás, que pena.
É que aquela velha história de que o meio corrompe, às vezes faz um pouco de sentido.
Acostumada a viver perto de quem se contenta com o hoje, e com o brilho que esse momento pode causar, esqueci de levantar a vista e olhar pra frente.
Ser nova não significa que devo ser inconseqüente, claro também não quer dizer que
devo viver para o amanhã, mas devo viver o hoje, pensando também no que vem depois.
Mudança de hábitos e até mesmo de desejos, é disso que preciso, mas nada é impossível, é só querer. E eu quero. É bom ver que perder algo que parecia necessário, serviu na verdade pra mostrar o quanto quase tudo que eu valorizava era descartável e efêmero.
Que bom que o tempo existe pra ensinar tudo. Vai passando, passando, sem pressa, até que você e só você entenda. Eu entendi.
Vou ser mais, prometo pra mim.
obs:não quero com essas palavras ser entendida ou causar boa impressão diante da colocação das frases. quero que esse texto exista, pra que não me deixe esquecer
o que a partir de hoje vai mudar.
Olhando pela janela, a escuridão engolia o horizonte que se mostrava gigante e assustadoramente misterioso. Como pude querer tão pouco? Uma paixão? Uma graduação? Uma casa? Um carro? Ir ao próximo show legal?
Que nada, isso é muito pouco. Eu posso ser mais que isso. E vou ser.
Carrego do lado aquilo que assim como eu quer ser melhor, quem ficar pra trás, que pena.
É que aquela velha história de que o meio corrompe, às vezes faz um pouco de sentido.
Acostumada a viver perto de quem se contenta com o hoje, e com o brilho que esse momento pode causar, esqueci de levantar a vista e olhar pra frente.
Ser nova não significa que devo ser inconseqüente, claro também não quer dizer que
devo viver para o amanhã, mas devo viver o hoje, pensando também no que vem depois.
Mudança de hábitos e até mesmo de desejos, é disso que preciso, mas nada é impossível, é só querer. E eu quero. É bom ver que perder algo que parecia necessário, serviu na verdade pra mostrar o quanto quase tudo que eu valorizava era descartável e efêmero.
Que bom que o tempo existe pra ensinar tudo. Vai passando, passando, sem pressa, até que você e só você entenda. Eu entendi.
Vou ser mais, prometo pra mim.
obs:não quero com essas palavras ser entendida ou causar boa impressão diante da colocação das frases. quero que esse texto exista, pra que não me deixe esquecer
o que a partir de hoje vai mudar.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
voltei
Hoje me pergunto quem é você? Habitante distante dos meus pensamentos? Errante nas lembranças de um passado próximo, mas proibido para visitação? Não sei.
Sei só que estou vivendo. Acordo e vejo o quanto à vida passou sem mim esses dias. O sol não parou de nascer, nem a lua de subir, inclusive esteve tão bonita, toda laranja se mostrando pra mim, e eu distraída nem notei. É.. Não notei tantas coisas passarem, não notei principalmente tantas coisas indo, indo embora, por escolha própria.
O problema maior é minha teimosia, é essa mania de querer achar que todos são iguais a mim. Taurinos não deveriam se aproximar de ninguém, deveriam viver em uma jaula, para não correr o risco de sufocar as pessoas de amor, crimes passionais, já vi isso antes. Pois é, o importante mesmo é que estou aqui pra declarar que resolvi me querer bem. A sensação de liberdade, de não dependência, de poder ser e fazer o que eu quiser e não precisar ser o melhor para alguém, é uma coisa boa de sentir. É fato que não sei deixar de amar, sou feita de osso, carne e sentimento. Uma droga isso, mas e dai? Não tenho que mudar para agradar ninguém, nem me adaptar. Se me sinto diferente do meio, vou mudar de meio e não me mudar para o meio. E é assim sim!
No fim das contas e contrariando o que pensei em cada um dos dias que passou, quem perdeu não fui eu. Parece conversa de revoltado não é?
É conversa de quem conhece você, é, você mesmo. E quem conhece o que eu tinha a oferecer, mas ta certo que nem todo mundo ta pronto pra receber tanto carinho assim, eu entendo. O defeito não esta na emissão e sim na recepção. Tudo bem, parei.
Mas de agora em diante vou aproveitar esse caminhar só, mas acompanhado, amar meu sorriso, amar cada momento ao meu lado. Sem você. Acho que fico até mais bonita assim. Leve. Que ironia, quando você falava em leveza eu não entendia. Agora, ah agora..
Sei só que estou vivendo. Acordo e vejo o quanto à vida passou sem mim esses dias. O sol não parou de nascer, nem a lua de subir, inclusive esteve tão bonita, toda laranja se mostrando pra mim, e eu distraída nem notei. É.. Não notei tantas coisas passarem, não notei principalmente tantas coisas indo, indo embora, por escolha própria.
O problema maior é minha teimosia, é essa mania de querer achar que todos são iguais a mim. Taurinos não deveriam se aproximar de ninguém, deveriam viver em uma jaula, para não correr o risco de sufocar as pessoas de amor, crimes passionais, já vi isso antes. Pois é, o importante mesmo é que estou aqui pra declarar que resolvi me querer bem. A sensação de liberdade, de não dependência, de poder ser e fazer o que eu quiser e não precisar ser o melhor para alguém, é uma coisa boa de sentir. É fato que não sei deixar de amar, sou feita de osso, carne e sentimento. Uma droga isso, mas e dai? Não tenho que mudar para agradar ninguém, nem me adaptar. Se me sinto diferente do meio, vou mudar de meio e não me mudar para o meio. E é assim sim!
No fim das contas e contrariando o que pensei em cada um dos dias que passou, quem perdeu não fui eu. Parece conversa de revoltado não é?
É conversa de quem conhece você, é, você mesmo. E quem conhece o que eu tinha a oferecer, mas ta certo que nem todo mundo ta pronto pra receber tanto carinho assim, eu entendo. O defeito não esta na emissão e sim na recepção. Tudo bem, parei.
Mas de agora em diante vou aproveitar esse caminhar só, mas acompanhado, amar meu sorriso, amar cada momento ao meu lado. Sem você. Acho que fico até mais bonita assim. Leve. Que ironia, quando você falava em leveza eu não entendia. Agora, ah agora..
terça-feira, 30 de março de 2010
início do fim
Triste ainda ei de ficar, quando a saudade bater ou a chuva cair.
Lembranças não vão me faltar, com você tantas coisas já dividi.
Se hoje escrevo é porque já me sinto mais forte,
força pra reagir, entender, aceitar... sei lá.
Talvez seja assim que tenha que ser, não foi eu que escolhi, mas também não
tenho porque negar, se não me quer, não tem que ter.
Ue, lógica simples. O difícil mesmo é o processo, são as etapas...
Sinto que o pior já passou, remexer, revirar, já não parte meu estomago ao meio,
nem esquenta meu rosto com as lagrimas.
Apenas me deixa triste ao pensar em tudo que se perdeu, o dia de ontem que fez sol e poderíamos estar na praia olhando o mar, ou hoje naquele banquinho de sempre, jogando conversa fora.
Tudo bem, não estou tão curada assim, mas já é um início, o início do fim.
Se um dia você olhar pra trás com dúvida no que escolheu, rapidamente
vira pra frente e segue teu caminho, não há espaço para suas indecisões e confusões.
Prefiro deixar esse espaço vago, por enquanto não quero ninguém ocupando
seu lugar, uma espécie de luto talvez, ou o corpo mesmo que precisa
se acostumar com outros cheiros que não o seu.
Enquanto isso vou deixando cada dia devagar levar um pouco de você, dai aquela camisa
sua esquecida no meu armário não vai mais pesar tanto assim, vai ser só algo
que está ali, e vai continuar, quieta, sem incomodar, sem olhar pra mim.
Lembranças não vão me faltar, com você tantas coisas já dividi.
Se hoje escrevo é porque já me sinto mais forte,
força pra reagir, entender, aceitar... sei lá.
Talvez seja assim que tenha que ser, não foi eu que escolhi, mas também não
tenho porque negar, se não me quer, não tem que ter.
Ue, lógica simples. O difícil mesmo é o processo, são as etapas...
Sinto que o pior já passou, remexer, revirar, já não parte meu estomago ao meio,
nem esquenta meu rosto com as lagrimas.
Apenas me deixa triste ao pensar em tudo que se perdeu, o dia de ontem que fez sol e poderíamos estar na praia olhando o mar, ou hoje naquele banquinho de sempre, jogando conversa fora.
Tudo bem, não estou tão curada assim, mas já é um início, o início do fim.
Se um dia você olhar pra trás com dúvida no que escolheu, rapidamente
vira pra frente e segue teu caminho, não há espaço para suas indecisões e confusões.
Prefiro deixar esse espaço vago, por enquanto não quero ninguém ocupando
seu lugar, uma espécie de luto talvez, ou o corpo mesmo que precisa
se acostumar com outros cheiros que não o seu.
Enquanto isso vou deixando cada dia devagar levar um pouco de você, dai aquela camisa
sua esquecida no meu armário não vai mais pesar tanto assim, vai ser só algo
que está ali, e vai continuar, quieta, sem incomodar, sem olhar pra mim.
quinta-feira, 11 de março de 2010
12.03
Tava aqui pensando, maquinando, qual melhor presente para
dar a quem se ama.. Pensei em carros, casas, viagens ao exterior.
Pensei em coisas mais reais como um perfume, um livro, ou um dia no spa..
Nada me pareceu original, nada me pareceu a sua cara.
Sempre tão diferente de tudo que já conheci, sempre me encantando
das maneiras mais inusitadas e diversas, como dar algo tão comum?
Apelei para o lado romantico exagerado e pensei em te oferecer a lua,
o mar ou o ar que eu respiro. Mas como iam ficar os outros apaixonados sem o calor da
lua ou o barulho do mar? Ah e quanto ao ar,não quero que nosso amor me mate.
Pensei então em dar seu nome a uma estrela, ideia legal.. Muito legal, mas nada criativa. Quem já assistiu "um amor pra recordar" sabe disso.
Foi ai que percebi o que tinha em mãos. Minhas palavras, meu coração.
Se alguém antes já te amou, tudo bem. Mas não do meu jeito. Pode não ser o melhor,
ou o aparentemente mais intenso. Mas é o meu jeito, e é todo seu.
Cada sorriso, cada letrinha, cada suspiro, endereço a você.
Cada dia que acordo e penso em ser melhor do que ontem, é pra te acompanhar, pra te levar comigo.
Se brigo, se grito, faço cena, é porque quero o melhor pra você, o melhor pra nós.
Se banco a imatura, faço bico por ciume, é só por medo. Mas se quer saber a verdade,
você me cura, seu jeito de me olhar, seu sorriso sincero com minhas piadas sem graça, seu cheiro, o jeito de andar do meu lado esbarrando em mim só pra me tocar.
Ah isso sim me cura, a vida é mais vida com você. Sei que estamos sempre de mãos dadas. E meu presente é meu amor, é a certeza de que você vai acordar amanhã e lembrar que eu amo você. Obrigada por tudo.
dar a quem se ama.. Pensei em carros, casas, viagens ao exterior.
Pensei em coisas mais reais como um perfume, um livro, ou um dia no spa..
Nada me pareceu original, nada me pareceu a sua cara.
Sempre tão diferente de tudo que já conheci, sempre me encantando
das maneiras mais inusitadas e diversas, como dar algo tão comum?
Apelei para o lado romantico exagerado e pensei em te oferecer a lua,
o mar ou o ar que eu respiro. Mas como iam ficar os outros apaixonados sem o calor da
lua ou o barulho do mar? Ah e quanto ao ar,não quero que nosso amor me mate.
Pensei então em dar seu nome a uma estrela, ideia legal.. Muito legal, mas nada criativa. Quem já assistiu "um amor pra recordar" sabe disso.
Foi ai que percebi o que tinha em mãos. Minhas palavras, meu coração.
Se alguém antes já te amou, tudo bem. Mas não do meu jeito. Pode não ser o melhor,
ou o aparentemente mais intenso. Mas é o meu jeito, e é todo seu.
Cada sorriso, cada letrinha, cada suspiro, endereço a você.
Cada dia que acordo e penso em ser melhor do que ontem, é pra te acompanhar, pra te levar comigo.
Se brigo, se grito, faço cena, é porque quero o melhor pra você, o melhor pra nós.
Se banco a imatura, faço bico por ciume, é só por medo. Mas se quer saber a verdade,
você me cura, seu jeito de me olhar, seu sorriso sincero com minhas piadas sem graça, seu cheiro, o jeito de andar do meu lado esbarrando em mim só pra me tocar.
Ah isso sim me cura, a vida é mais vida com você. Sei que estamos sempre de mãos dadas. E meu presente é meu amor, é a certeza de que você vai acordar amanhã e lembrar que eu amo você. Obrigada por tudo.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
há de ser.
Quando te tenho do meu lado, nossos cheiros misturados,
percebo o quanto sou viciada em você.
Paixão, amizade, amor, sentimentos que andam tão juntos quanto nossas mãos,
um tempo que nunca é em vão, por que é tudo que quero ter.
Distante de ti o que posso dizer é que a dor de doer capricha ao se ver só.
O que fica no peito é o vazio, o vácuo, o não existir.
É parte de mim, é parte em você.
Na aflição desse momento, apelo para a lembrança de quando sua presença
fazia parte do cenário ao meu redor.
A graça disso tudo é que fazem apenas alguns minutos que você não está aqui.
O que salva esse poema é que não te ter não é tão ruim assim,
Essa saudade que rego e cuido, só te traz mais rápido pra perto de mim.
percebo o quanto sou viciada em você.
Paixão, amizade, amor, sentimentos que andam tão juntos quanto nossas mãos,
um tempo que nunca é em vão, por que é tudo que quero ter.
Distante de ti o que posso dizer é que a dor de doer capricha ao se ver só.
O que fica no peito é o vazio, o vácuo, o não existir.
É parte de mim, é parte em você.
Na aflição desse momento, apelo para a lembrança de quando sua presença
fazia parte do cenário ao meu redor.
A graça disso tudo é que fazem apenas alguns minutos que você não está aqui.
O que salva esse poema é que não te ter não é tão ruim assim,
Essa saudade que rego e cuido, só te traz mais rápido pra perto de mim.
domingo, 31 de janeiro de 2010
encher de letras
De longe via teus olhos divagarem entre as pessoas e coisas, a luz do sol nos dias de sol refletindo nos seus inseparáveis óculos escuros, te davam um ar ainda mais misterioso do que o normal. Por si só já era mistério. Por si só já era arte. talvez meu olhar que era contemplativo demais, tudo bem, mas como não sentir-se assim olhando pra você? eu não era capaz.
Um dia essa distância entre olhares transformou-se em palavras ditas ao acaso, jogadas, mas com cadência e calma, quase uma melodia. E foi assim. Não precisei de muito tempo para admitir o que já estava em mim, você.
Agora os dias passam no seu ritmo, no nosso tempo. Não me aflijo com as horas, porque elas sempre me levam até você, não me assusto com o futuro, porque sei que o que quer que seja de vir, tuas mãos estarão nas minhas, não há motivo pra temer.
Não imagino um caminho somente de sorrisos, mas sei que é possível amar quando eles são tão presentes.
Não prometo, nem quero promessas, quero o que tenho, um espaço na sua vida e para os mais românticos, no seu coração. quero tua cara de sono, tua risada com minhas besteiras, teus olhos dentro dos meus, tua voz dizendo que me quer do lado.
E assim minha história vai se escrevendo em você.
Um dia essa distância entre olhares transformou-se em palavras ditas ao acaso, jogadas, mas com cadência e calma, quase uma melodia. E foi assim. Não precisei de muito tempo para admitir o que já estava em mim, você.
Agora os dias passam no seu ritmo, no nosso tempo. Não me aflijo com as horas, porque elas sempre me levam até você, não me assusto com o futuro, porque sei que o que quer que seja de vir, tuas mãos estarão nas minhas, não há motivo pra temer.
Não imagino um caminho somente de sorrisos, mas sei que é possível amar quando eles são tão presentes.
Não prometo, nem quero promessas, quero o que tenho, um espaço na sua vida e para os mais românticos, no seu coração. quero tua cara de sono, tua risada com minhas besteiras, teus olhos dentro dos meus, tua voz dizendo que me quer do lado.
E assim minha história vai se escrevendo em você.
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