Sabe um imã? Forças opostas que se atraem, é quase que impossível separar aquele desejo tácito, invisível, mas excessivamente pulsante.
Me sinto assim hoje, por que em você achei a força oposta que me move em seu sentido. Mais rápido, mais incontrolável do que eu esperava. Mas é assim o amor, não há definição, nem estudo científico, é apenas sentir, e se permitir.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Dia de chuva
Sabe asfalto molhado? Aquele cheiro característico que faz a gente sentir nariz a dentro a evaporação daquela água que cai. Sufoco.
Sabe fim de tarde de chuva? O tempo mais escuro do que o normal, muita gente andando com pressa pra chegar logo em qualquer lugar. Agonia.
Sabe a confusão desse momento? As gotas que caem das arvores batem na gente, o barulho dos pingos grossos em cima das lonas do vendedor de batata frita. Umidade.
Sabe o desejo de sair daquilo tudo? Os passos mais rapidos, seguindo o ritmo, a sombrinha molhada tanto quanto você, quase inútil. Desejo.
Sabe aquele acordo tácito de aceitação? Olhando ao redor o que se vê é um sentimento mutuo de conformidade, então você se contagia daquilo. Vida.
Minhas ideias estão em um dia de chuva hoje. Mas ainda tô na parte da agonia.
Sabe fim de tarde de chuva? O tempo mais escuro do que o normal, muita gente andando com pressa pra chegar logo em qualquer lugar. Agonia.
Sabe a confusão desse momento? As gotas que caem das arvores batem na gente, o barulho dos pingos grossos em cima das lonas do vendedor de batata frita. Umidade.
Sabe o desejo de sair daquilo tudo? Os passos mais rapidos, seguindo o ritmo, a sombrinha molhada tanto quanto você, quase inútil. Desejo.
Sabe aquele acordo tácito de aceitação? Olhando ao redor o que se vê é um sentimento mutuo de conformidade, então você se contagia daquilo. Vida.
Minhas ideias estão em um dia de chuva hoje. Mas ainda tô na parte da agonia.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
o que é o amor?
Quando dizem que só amamos uma vez eu concordo. Todas as vezes que amei, amei só aquela vez daquele jeito. Amei aquela pessoa, amei o cheiro dela, amei a maneira como ela sorria pra mim, ou o sotaque e seus vícios de linguagem. Quando deixei de amar, simplesmente abri o espaço das minhas vontades, pra que no momento certo outro alguém depositasse seus trejeitos que passariam a ser meus perfeitos desejos.
E é assim que sou feliz amando o amor que sinto por cada merecedor desse apreço.
Quem constrói um pedestal para instalar um sentimento único, eterno e inabalável, que é edificado em cima de um e apenas um ser, não sabe o que é amar.
Amar é somar, sonhar, compartilhar e dividir. Não guardar, mensurar, santificar e fantasiar.
E é assim que sou feliz amando o amor que sinto por cada merecedor desse apreço.
Quem constrói um pedestal para instalar um sentimento único, eterno e inabalável, que é edificado em cima de um e apenas um ser, não sabe o que é amar.
Amar é somar, sonhar, compartilhar e dividir. Não guardar, mensurar, santificar e fantasiar.
sábado, 13 de novembro de 2010
do sol e do suor
Gosto das tardes quentes do Recife,
e o teu corpo bronzeado caminhando do lado.
Cabelos ao ritmo do vento e o reflexo do sol clareando teus olhos.
Sempre aquele sorriso,
aquele seu sorriso que é só pra mim.
Não sei ao certo o que é certo,
mas sei que nesses dias me sinto feliz.
Adoro saber que essa cidade é quente até quando chove,
e quem sabe você continue aqui.
Mas se um dia tua presença se for,
ainda vai ter a lembrança desses dias suados pra me aquecer.
e o teu corpo bronzeado caminhando do lado.
Cabelos ao ritmo do vento e o reflexo do sol clareando teus olhos.
Sempre aquele sorriso,
aquele seu sorriso que é só pra mim.
Não sei ao certo o que é certo,
mas sei que nesses dias me sinto feliz.
Adoro saber que essa cidade é quente até quando chove,
e quem sabe você continue aqui.
Mas se um dia tua presença se for,
ainda vai ter a lembrança desses dias suados pra me aquecer.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
brincando
lábios cor de amora,
doces como mel,
por do sol, aurora,
do seu lado sempre céu.
céu da tua boca,
luz do teu sorriso,
olhar feito de lua,
tranquilo e decidido.
pele tom verão,
quente como o sol,
inebria a estação,
de repente sou seu soul e só.
doces como mel,
por do sol, aurora,
do seu lado sempre céu.
céu da tua boca,
luz do teu sorriso,
olhar feito de lua,
tranquilo e decidido.
pele tom verão,
quente como o sol,
inebria a estação,
de repente sou seu soul e só.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
comer, pensar e pensar
Sempre que caminho sozinha à noite, me sinto assim, fora do mundo. É um exercício solitário de reflexão e contemplação. Já notaram como o silêncio da noite penetra nos ouvidos e é tão intenso que chega a doer lá no fundo? O som do nada enche minha cabeça com tudo. Rimei sem querer, não gosto de rimas.. Só às vezes. Acho que é ousar demais. Os poetas rimam, eu sinto, eu só sei sentir e é por isso que escrevo.
Hoje fui ao cinema. O filme em si era monótono, a personagem é tão cheia de conflitos que quase me senti deprimida e conflituosa também. Mas um dialogo em especial me chamou a atenção..
Ele diz: sei que somos infelizes, mas não vai embora, vamos ser infelizes juntos e sermos felizes por isso. Simplesmente por termos um ao outro.
Ela diz: somos infelizes porque temos medo de deixar aquilo que possuímos pra trás e tentar o novo..
Ta, não tinha como transcrever o dialogo literal, minha memória não é tão boa assim, mas quem assistiu Comer, rezar e amar sabe que foi algo do tipo.
E é isso, pronto. Ninguém nunca me bateu tão forte com a verdade como essa cena.. É o que somos, é o que respiramos e vivemos. O medo transforma toda infelicidade em algo justificável. O ser humano em geral não foi preparado para o desapego. Viver mediocremente é melhor do que jogar tudo pra cima e correr o risco de não ter mais nada, mas o que se esquece, é que pode-se ganhar tudo também. Como podemos saber se nossas escolhas são as certas? Como podemos ter certeza se é exatamente isso que queremos? Como podemos medir todas as oportunidades que deixamos pra trás ao escolher determinado caminho? Acho que nunca vamos encontrar respostas para essas perguntas, ou pelo menos para algumas delas. A gente se acostuma tanto com as coisas ao redor, que esquecemos que depois do horizonte tem muito mais (sei, foi meio piegas esse lance de horizonte, mas foi o melhor que consegui).. Tem lugares diferentes, pessoas diferentes, temperaturas diferentes, fuso horários diferentes, climas diferentes, culturas diferentes e uma infinidade de experiências diferentes que recusamos automaticamente e diria até ignorantemente simplesmente pra ser igual. Sabe aquele filme das formiguinhas? Todas trabalhavam de operárias, todas iam dançar na mesma hora, e tinha que ser a mesma dancinha. Acho que somos essas formiguinhas, e tentamos seguir a coreografia da vida "normal" sem correr o risco de tentar novos passos e cair. Que saudade de tempos que não vivi.. Que vontade de acordar sem apego a nada. Nem mesmo a minha caixa de chocolates que tá lá na geladeira. Acho que o medo me transformou em uma pessoa que eu não sou. Não me conheço, nem reconheço.
Acho que meu lado criativo é maior que eu mesma, e não consigo caber em mim. O que se faz quando existe essa luta interior por espaço no comando? Coragem mano, chega ai, agora chega chegando e fica falou? Me leva pra tu sacou? Me libera dessa treta. E esse texto acaba assim, sem termino. Existe tanta coisa ainda aqui dentro transbordando, que seria injusto por um ponto no fim
Hoje fui ao cinema. O filme em si era monótono, a personagem é tão cheia de conflitos que quase me senti deprimida e conflituosa também. Mas um dialogo em especial me chamou a atenção..
Ele diz: sei que somos infelizes, mas não vai embora, vamos ser infelizes juntos e sermos felizes por isso. Simplesmente por termos um ao outro.
Ela diz: somos infelizes porque temos medo de deixar aquilo que possuímos pra trás e tentar o novo..
Ta, não tinha como transcrever o dialogo literal, minha memória não é tão boa assim, mas quem assistiu Comer, rezar e amar sabe que foi algo do tipo.
E é isso, pronto. Ninguém nunca me bateu tão forte com a verdade como essa cena.. É o que somos, é o que respiramos e vivemos. O medo transforma toda infelicidade em algo justificável. O ser humano em geral não foi preparado para o desapego. Viver mediocremente é melhor do que jogar tudo pra cima e correr o risco de não ter mais nada, mas o que se esquece, é que pode-se ganhar tudo também. Como podemos saber se nossas escolhas são as certas? Como podemos ter certeza se é exatamente isso que queremos? Como podemos medir todas as oportunidades que deixamos pra trás ao escolher determinado caminho? Acho que nunca vamos encontrar respostas para essas perguntas, ou pelo menos para algumas delas. A gente se acostuma tanto com as coisas ao redor, que esquecemos que depois do horizonte tem muito mais (sei, foi meio piegas esse lance de horizonte, mas foi o melhor que consegui).. Tem lugares diferentes, pessoas diferentes, temperaturas diferentes, fuso horários diferentes, climas diferentes, culturas diferentes e uma infinidade de experiências diferentes que recusamos automaticamente e diria até ignorantemente simplesmente pra ser igual. Sabe aquele filme das formiguinhas? Todas trabalhavam de operárias, todas iam dançar na mesma hora, e tinha que ser a mesma dancinha. Acho que somos essas formiguinhas, e tentamos seguir a coreografia da vida "normal" sem correr o risco de tentar novos passos e cair. Que saudade de tempos que não vivi.. Que vontade de acordar sem apego a nada. Nem mesmo a minha caixa de chocolates que tá lá na geladeira. Acho que o medo me transformou em uma pessoa que eu não sou. Não me conheço, nem reconheço.
Acho que meu lado criativo é maior que eu mesma, e não consigo caber em mim. O que se faz quando existe essa luta interior por espaço no comando? Coragem mano, chega ai, agora chega chegando e fica falou? Me leva pra tu sacou? Me libera dessa treta. E esse texto acaba assim, sem termino. Existe tanta coisa ainda aqui dentro transbordando, que seria injusto por um ponto no fim
terça-feira, 5 de outubro de 2010
ser são por quê?

E às vezes tudo parece pequeno demais. Me sufoco com a quantidade de coisas que estão na minha cabeça, me engasgo com as frases presas na garganta, um aperto no peito, muita coisa pra sentir ao mesmo tempo. Excessivamente reflexiva pra meu gosto. De gosto só o amargo do incerto, ou o acido das coisas feias que vez ou outra quero falar.
Não, perdoem-me, acho que na verdade tudo parece grande demais. Fora do meu alcance, não sei se nasci pra chegar lá, nem mesmo sei onde é lá.
Tem dias que a gente acorda com tudo fora do lugar, não sei. Ou sei?
É essa necessidade de ser mais, de ser feliz, de ser o que o outro quer e se tiver tempo, ser o que é.
Essa multidão de incertezas, e esse tempo parado, esse vento fraco que passa lá fora e não move nada, dá medo de que tudo fique assim, e as folhas não caiam, e os frutos não cresçam e a vida se estagne, e morra como uma planta que não vê o sol.
Eu quero acordar e quero que algo aconteça, quero ser sacudida, quero gritar o que eu quiser. Quero praticar o desapego com tudo aquilo que me amarra, que me prende, quero ser sem raiz.
Quero mostrar pra mim mesma o que eu sou capaz, quero me surpreender comigo, quero me dar motivo de orgulho. Depois disso eu penso em quem vai achar o que.
E que essa noite a sanidade venha e fique, é claro se tiver algum lugar aqui dentro, senão, tudo bem, vivi tranquilamente até hoje sem ela
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