terça-feira, 18 de maio de 2010

o homem

Já é tarde da noite, e da janela vejo na rua vazia um homem solitário a caminhar.
Roupas escuras, cabelos curtos, passos leves e ritmados.
O cigarro na mão esquerda queima com as tragadas espaçadas. Vermelho intenso, clareando o rastro da fumaça.
Se prestar atenção, escuto o barulho das suas sandálias arrastando no chão de areia,
a poeira sobe e um cachorro que dorme na calçada levanta a cabeça pra ver ele passar.
Quem é esse homem? Não sei.
Pra onde ele vai? Não sei.
No que ele pensa? Não sei.
E a escuridão leva ele embora, agora só vejo as sombras das arvores, dançando de um lado para o outro.
Então começo a imaginar... e se você fosse aquele homem, será que dançaria comigo junto as folhas ou deixaria a rua vazia outra vez?
Paro, reflito. A rua não mudou, por que você mudaria..

Um comentário:

  1. Muito bom! Vi duas partes no texto: a primeira parte possui imagens bem detalhadas; a segunda divagações mais incertas... Mistura interessante!

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