segunda-feira, 13 de julho de 2009

carpe.

um copo de whisky na mão, a roupa molhada no corpo, o silêncio da rua gritando e a chuva quase que alisando meu rosto. cheguei a me sentir boemia, pude por um momento vislumbrar a sombra de um ser que não sou eu. um ser livre, daqueles que grita: carpe diem! é tão espetacularmente libertador fazer o que quer, na hora que quer, por mais que pareça insano, ou que faça mal a saúde, ou a moral, ou a sociedade. claro que ao amanhecer, restava-me apenas uma tosse cansada, uma dor no ombro e uma leve ressaca. já me recompus, já estou pronta pra outra. a vantagem é essa lembrança que trago comigo. de um dia a mais vivido, vivido intensamente, sem limitações exercidas pela razão. - um simples banho de chuva. muitos diriam. eu diria NÃO! um banho de chuva, um sorriso sincero, um sopro de liberdade e uma história idiota pra contar. fico assustada com o modo como levamos nossas vidas, preocupando-se tanto com quem vamos ser amanhã, que esquecemos de abrir os olhos para o instante agora.

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