domingo, 26 de julho de 2009
02:29:23
Como posso sem você? A saudade dói nas juntas do meu corpo, o desejo pelo teu cheiro, o anseio pela textura da sua pele me corroem por dentro. Já não me sinto segura sem teus braços, já não quero desatar os laços. Não há por que isso ser errado, o mundo não precisa de mim pra rodar, mas eu preciso de você. É fato, não adianta esses olhos úmidos, esse rancor guardado, tentar ser coerente, dono da verdade. O problema todo é que o amor não sai de mim, e pelo jeito de me olhar, também não sai de você. Deixemos de lado todo esse discurso mal escrito, esse romantismo exagerado. Não preciso disso, ninguém precisa, até por que, pra quem mais faria sentido se não fosse pra nós? Estou aqui só pra dizer que não posso. Não posso ser. Não sem você.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
controvérsia
Sou sentimentalmente tão holística quanto meu organismo,
as partes se integram num conjunto e tudo que estiver fora do eixo, compromete o andamento completo. Sem falar, que sou tão complicada
quanto á física quântica, para me entender precisa se concentrar nos menores detalhes, quase atômicos, explicar o macro pelo micro, transcender ao comum, maximizar o óbvio.
Ando procurando algo mais ao evidente, algo mais ao cotidiano, algo claro. Já não me satisfaço com o presente, com o hoje, eu quero mais. Acho que existe até um pouco de loucura nas minhas idéias, mas não fujo da insensatez. Pelo contrário, acho que todos que procuram escoar-se da acomodação e do usual são julgados insanos. Mesmo buscando a diferença, não quero fugir do normal, será que alguém me entende? Até pra não perpetuar velhos hábitos tem-se regras de exclusão ou adaptação.
Quero ser e continuar sendo, sem estática, sem repouso, manter-me em eterno processo de evolução, desenvolver-me progressivamente.
as partes se integram num conjunto e tudo que estiver fora do eixo, compromete o andamento completo. Sem falar, que sou tão complicada
quanto á física quântica, para me entender precisa se concentrar nos menores detalhes, quase atômicos, explicar o macro pelo micro, transcender ao comum, maximizar o óbvio.
Ando procurando algo mais ao evidente, algo mais ao cotidiano, algo claro. Já não me satisfaço com o presente, com o hoje, eu quero mais. Acho que existe até um pouco de loucura nas minhas idéias, mas não fujo da insensatez. Pelo contrário, acho que todos que procuram escoar-se da acomodação e do usual são julgados insanos. Mesmo buscando a diferença, não quero fugir do normal, será que alguém me entende? Até pra não perpetuar velhos hábitos tem-se regras de exclusão ou adaptação.
Quero ser e continuar sendo, sem estática, sem repouso, manter-me em eterno processo de evolução, desenvolver-me progressivamente.
domingo, 19 de julho de 2009
sonhei,
Eu vi uma rua, eu vi a luz da lua refletindo no mar, eu vi as sombras da noite, eu vi mãos dadas, ouvi risos, o vento fazia a pele se arrepiar e desejar um contato maior que fosse capaz de aquecer o corpo e o coração. As palavras saiam quase inaudíveis, só pra que fossem pronunciadas boca com boca, os olhos estabeleciam um contato tão intenso que se refletiam e se misturavam.O mundo podia parar naquele momento, o tempo congelar. Então sua voz fez-se mais firme e pude ouvir com aquele tom facilmente reconhecível: você me faz feliz. Tudo que consegui pensar foi que agora posso durmir em paz.
sábado, 18 de julho de 2009
desordem
Às vezes a gente só quer que tudo de certo
De tanto querer terminamos errando
O amor não é via de mão única,
Tem-se que conviver com sentimentos mais fortes do que você mesmo,
Ser fiel a si e ao outro
Não fidelidade de traição, mas sim lealdade
É um desejo muitas vezes sufocado,
Aceitar o não cumprimento de todas as suas vontades
É tentar não amar tanto a ponto de esquecer de se amar
É conviver com diferenças e saber encaixá-las
Não haverá um Oasis no fim dessa estrada tortuosa
A paixão é de fato um sentimento enlouquecedor,
De uma hora pra outra um turbilhão de sensações
Sensações que muitas vezes não estamos preparados
Nem sabemos lidar com elas
É uma antítese absurda,
Uma agonia, uma dor quase física, que conforta e faz feliz
Não acho que viverei o bastante para entender tal sentimento
Mas ao me ver tão invadida por ele, percebo então que na verdade
Não seria o bastante viver sem ele.
De tanto querer terminamos errando
O amor não é via de mão única,
Tem-se que conviver com sentimentos mais fortes do que você mesmo,
Ser fiel a si e ao outro
Não fidelidade de traição, mas sim lealdade
É um desejo muitas vezes sufocado,
Aceitar o não cumprimento de todas as suas vontades
É tentar não amar tanto a ponto de esquecer de se amar
É conviver com diferenças e saber encaixá-las
Não haverá um Oasis no fim dessa estrada tortuosa
A paixão é de fato um sentimento enlouquecedor,
De uma hora pra outra um turbilhão de sensações
Sensações que muitas vezes não estamos preparados
Nem sabemos lidar com elas
É uma antítese absurda,
Uma agonia, uma dor quase física, que conforta e faz feliz
Não acho que viverei o bastante para entender tal sentimento
Mas ao me ver tão invadida por ele, percebo então que na verdade
Não seria o bastante viver sem ele.
se..
Se o mundo fosse como nos sonhos, só precisaria do teu perfume e do reflexo dos meus olhos quase dentro dos teus p viver.
Se o mundo fosse bom, realmente perfeito, não me fariam feliz dinheiro ou viagens, precisaria apenas acordar com teus cabelos enrolados nos meus.
Se o mundo fosse justo, e não precisássemos pensar nos problemas, a única coisa com que me preocuparia era em te dizer todos os dias, o quanto pertenço a você.
Se o mundo fosse bom, realmente perfeito, não me fariam feliz dinheiro ou viagens, precisaria apenas acordar com teus cabelos enrolados nos meus.
Se o mundo fosse justo, e não precisássemos pensar nos problemas, a única coisa com que me preocuparia era em te dizer todos os dias, o quanto pertenço a você.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Escopo

Não vá agora, ainda há tanto o que conversar. Todas aquelas frase não ditas, os choros contidos, os planos interrompidos..
Espera, não deixa que o mundo separe o que unimos em um olhar. Me leva contigo, nem que seja na lembrança, mas não me abandona aqui.
Não adianta vir com essa conversa de que o tempo leva o que tem que levar. Ele leva apenas o que eu deixei de aproveitar.
Me deixa ver teu cheiro, pegar no teu sorriso e sentir teus olhos. Confundir os sentidos, e ser normal por isso.
Se não era pra ser, se é errado ser, se ainda temos muito pra viver independente dos laços que no momento insistem em não desatar, por que aconteceu? Pra que desistir e deixar o destino agir? Será que ele existe? Será que um dia ele bate em minha porta e vem me buscar pra levar até você? Como posso saber?
Só sei mesmo que somos dois imãs, oposto, porém é dificil manter-se distante. Hoje posso ver isso ao não te ter aqui. volta logo, o tempo tá frio sem você.
O shopping vazio acusa sua ausencia, o seu perfume em outros me faz querer ir até ai te buscar. Vem que esse espaço é teu, não adianta tentar encaixar outra peça, aqui só cabe você. Fica mais um pouco e eu te prometo, nunca morrerá de tédio, só de amor.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
carpe.
um copo de whisky na mão, a roupa molhada no corpo, o silêncio da rua gritando e a chuva quase que alisando meu rosto. cheguei a me sentir boemia, pude por um momento vislumbrar a sombra de um ser que não sou eu. um ser livre, daqueles que grita: carpe diem! é tão espetacularmente libertador fazer o que quer, na hora que quer, por mais que pareça insano, ou que faça mal a saúde, ou a moral, ou a sociedade. claro que ao amanhecer, restava-me apenas uma tosse cansada, uma dor no ombro e uma leve ressaca. já me recompus, já estou pronta pra outra. a vantagem é essa lembrança que trago comigo. de um dia a mais vivido, vivido intensamente, sem limitações exercidas pela razão. - um simples banho de chuva. muitos diriam. eu diria NÃO! um banho de chuva, um sorriso sincero, um sopro de liberdade e uma história idiota pra contar. fico assustada com o modo como levamos nossas vidas, preocupando-se tanto com quem vamos ser amanhã, que esquecemos de abrir os olhos para o instante agora.
sábado, 11 de julho de 2009
combustão.
Eu quero mergulhar na escuridão dos teus olhos, eu quero me afogar no teu sorriso, morrer no teu corpo. Eu quero ser teu porto, o teu desgosto, teu ciúme doentio. Eu quero ser teu fogo e te aquecer numa noite de frio. Eu quero escrever frases mal feitas tão sujeitas ao escárnio. Eu quero ser mais brega que o brega, mas te ter sempre ao meu lado.
Eu só não quero não te querer, não ter você ou perder o prazer de te olhar tão de perto, que chego a pensar que estou dentro de você.
Portanto amor, me tenha, não desdenha, mesmo que não convenha, me aceitar. Pois eu meu bem nada mais tenho a fazer nessa vida a não ser contemplar, cobiçar, desejar, esperar, e amar você.
Eu só não quero não te querer, não ter você ou perder o prazer de te olhar tão de perto, que chego a pensar que estou dentro de você.
Portanto amor, me tenha, não desdenha, mesmo que não convenha, me aceitar. Pois eu meu bem nada mais tenho a fazer nessa vida a não ser contemplar, cobiçar, desejar, esperar, e amar você.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Falta de comparência.
a saudade é capaz de confundir e até mesmo modificar as percepções das coisas ao redor.
o medo, o medo constante de que ela não tenha fim, que não haja uma chance de ausentar a falta que o ausente faz. dificil mesmo deve ser quando essa chance é nula, ainda não precisei vivenciar essa sensação, mas a vil possibilidade disso ocorrer, me congela os sentidos.
a saudade é uma arma poderosa. talvez a mais forte delas, sem falar que geralmente está junto com o fator tempo e então se torna capaz de resolver grande parte dos problemas. ensina a ser tolerante, ou menos orgulhoso, ou a não se prender a coisas pequenas, ou a valorizar cada momento, ou a apreciar até mesmo os defeitos. quanta força em uma palavra relativamente pequena. e no momento ela age sobre mim assim como a gravidade. me impulsiona. me equilibra (ou não). me mantem viva, com pelo menos um motivo pra querer ser melhor a cada amanhecer.
a beleza disso tudo é a capacidade de recuperar. espero estar certa, espero não estar deixando isso me tomar a tal ponto de não pensar racionalmente. mas e o que me importa? o racional nem sempre traz um sorriso, ou o cheiro familiar que desejamos apalpar, e respirar, e ver, e sentir, e ter pra si, sempre.
o medo, o medo constante de que ela não tenha fim, que não haja uma chance de ausentar a falta que o ausente faz. dificil mesmo deve ser quando essa chance é nula, ainda não precisei vivenciar essa sensação, mas a vil possibilidade disso ocorrer, me congela os sentidos.
a saudade é uma arma poderosa. talvez a mais forte delas, sem falar que geralmente está junto com o fator tempo e então se torna capaz de resolver grande parte dos problemas. ensina a ser tolerante, ou menos orgulhoso, ou a não se prender a coisas pequenas, ou a valorizar cada momento, ou a apreciar até mesmo os defeitos. quanta força em uma palavra relativamente pequena. e no momento ela age sobre mim assim como a gravidade. me impulsiona. me equilibra (ou não). me mantem viva, com pelo menos um motivo pra querer ser melhor a cada amanhecer.
a beleza disso tudo é a capacidade de recuperar. espero estar certa, espero não estar deixando isso me tomar a tal ponto de não pensar racionalmente. mas e o que me importa? o racional nem sempre traz um sorriso, ou o cheiro familiar que desejamos apalpar, e respirar, e ver, e sentir, e ter pra si, sempre.
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