domingo, 23 de maio de 2010

empreendedor é isso!

aprender a viver o agora, agora.
sem lembrar do que passou ou imaginar
o que vai ser.
desafio constante, de inconstante, só eu.
pra que pensar tanto? se viver, requer apenas estar vivo.
ser feliz é o que importa,
se não é do jeito que se quer, inventa.
empreendedorismo sentimental, resiliência passional.
o sorriso tá sempre aqui guardado, querendo sair.
coloca pra fora, respira fundo e olha pro céu!

"a vida é curta pra ser pequena, amor, não vale a pena reclamar.."

terça-feira, 18 de maio de 2010

o homem

Já é tarde da noite, e da janela vejo na rua vazia um homem solitário a caminhar.
Roupas escuras, cabelos curtos, passos leves e ritmados.
O cigarro na mão esquerda queima com as tragadas espaçadas. Vermelho intenso, clareando o rastro da fumaça.
Se prestar atenção, escuto o barulho das suas sandálias arrastando no chão de areia,
a poeira sobe e um cachorro que dorme na calçada levanta a cabeça pra ver ele passar.
Quem é esse homem? Não sei.
Pra onde ele vai? Não sei.
No que ele pensa? Não sei.
E a escuridão leva ele embora, agora só vejo as sombras das arvores, dançando de um lado para o outro.
Então começo a imaginar... e se você fosse aquele homem, será que dançaria comigo junto as folhas ou deixaria a rua vazia outra vez?
Paro, reflito. A rua não mudou, por que você mudaria..

do passado

Não quero ser o que é melhor pra você.

Quero ser seu desejo, quente e ardente,

quero ser o suor colado no teu corpo,

quero ser o seu corpo.

Quero misturar meus cabelos nos teus,

ver seus olhos dentro dos meus.

Quero ouvir o gemido baixinho do teu prazer,

quero ser o seu prazer.

Quero tuas mãos apertando com força meus braços,

um sorriso depois do laço.

Quero o calor da tua respiração no meu ouvido,

quero a leveza dos teus traços.

Quero cada parte, cada pedaço, envolto nessa onda de calor,

quero esse gosto salgado e o peso do teu corpo.

Quero esse coração batendo fora e dentro de mim,

no mesmo ritmo, mesmo compasso.

pensamento

a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que é eterno
a gente sempre pensa que é eterno e feliz

a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que não vai conseguir
a gente sempre pensa que não vai conseguir viver sem ter

a gente sempre pensa
a gente sempre pensa que a dor não vai passar
a gente sempre pensa que a dor não vai passar nunca

a gente sempre pensa
a gente sempre pensa demais
a gente sempre pensa demais em tudo

e de tanto pensar, o tempo passa
o tempo passa, e tudo que se pensou, já ficou pra trás.

voa

o tempo voa meu bem
o tempo voa e ninguém tem
o direito de olhar pra trás
querer mexer no que se faz
já fez, tá feito pra que chorar?
correr pra longe, deixar pra lá
o tempo voa e você não viu
que o crepúsculo pode até ser vil
se a solidão resolver te tocar
chegar e sentar no meu lugar
ai quem vai segurar sua mão?
te proteger do medo da escuridão?
o tempo voa meu amor,
e esse poema termina rimando com dor.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

a janela

a janela do quarto chora as gotas da chuva desse início de manhã.
meu pensamento acordou em você.
nesse frio, a falta do calor do teu corpo congela meus dedos do pé,
a vontade que tenho é só de dormir outra vez, adormecer pra isso tudo,
esquecer o quanto sua distância ainda vai doer, sonhar que você vai voltar.
mas esse frio não me deixa fugir, e a janela continua lá,
nesse silêncio até dá pra ouvir sua tristeza, seu gemido baixo e continuo,
dizendo que nada vai mudar.
me encolho embaixo das cobertas, me abraço
- nada vai mudar. ela continua dizendo e não para de chorar..

sábado, 8 de maio de 2010

sentir-se só é enxergar o mundo como ele é.
cada um por si e você que cuide do seu, e se baste.