sexta-feira, 26 de junho de 2009

Durante muito tempo eu quis ter asas, poder voar.
Essa idéia me acompanhava aonde fosse
Tentei de tudo, até que um dia, por tanto querer aconteceu!
No início, elas me cabiam tão bem, me cegaram de tanta felicidade.
E eu passei dias e dias apenas a voar.
Com o tempo percebi que nem sempre eu sabia qual era o melhor lugar a ir.
E elas me levavam muitas vezes onde eu nunca quis, nem pensei estar.
Essa instabilidade foi no mínimo perturbadora.
Mas aprendi a conviver com ela, com medo de perdê-las e perceber o quanto eu as amava.
Hoje vivo assim.
Às vezes sinto minhas asas me apertarem, não sei se me cabem tão bem quanto antes, mas por medo de ser pior sem elas não abro mão. Talvez o que me mantenha com elas é o fato de saber que ainda existem muitos lugares bonitos que eu poderia visitar, mas e se elas nunca puderem me levar até lá?

sábado, 20 de junho de 2009

relógio.

E só de pensar nas chances perdidas de usar o tempo que diminui a minha vida com sorrisos e abraços me sinto quase como alguém que se esforçar pra não ser feliz.
Acho que me preocupo demais se devo sair de casaco ou regata e perco de pedir um abraço pra me esquentar em uma chuva inesperada.
Ser louco ou não, depende apenas da maneira que você sente as coisas, e pra falar a verdade não sei ao certo qual o conceito de sanidade, principalmente quando se trata de sentir coisas tão complexas quanto o próprio viver.
Queria apenas sentir menos, para não sofrer mais. antiteses da vida.
Criar, recriar, renovar, esquecer. Esquecer? Nada é tão fácil assim.
Geralmente são as coisas que mais machucam que esquecemos menos. Elas estão sempre presentes como um calo constante, ou uma dor de cabeça persistente.
E pra que isso tudo? Esse texto de palavras jogadas sem muito sentido?
Por que é assim que as ideias se colocam dentro de mim, não sei entender.
Só sei que de normal tenho o fato de ser humana. E ter defeitos. E ter fraquezas. É, e ter fraquezas. Então continuo. Pensar, perder, tentar.. O ciclo eterno de não realizações pelo mero fato de não saber lidar com as coisas que sinto. O relógio não vai parar. Eu também não.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

esperando não esperar

A gente espera demais,
a gente espera demais inicialmente de nós mesmos, esperamos ser os melhores,
esperamos conquistar nossos sonhos, esperamos ser aquilo que imaginamos que é o correto, ou na moda, ou coisa assim.

Logo depois passamos a esperar demais das pessoas (o que de fato é o mais doloroso), esperamos que elas sejam o que nos queremos, esperamos que elas nos completem, que não nos decepcionem, que saibam ser o certo, na hora certa.

Ai então, esperamos demais da vida, esperamos que nada dê errado, esperamos ser sempre afortunados, esperamos uma história digna de Hollywood.
Quando finalmente a vida passa, esperamos apenas voltar no tempo e não esperar tanto. E viver, e sorrir, e deixar acontecer,e fazer do dia a dia uma
rotina desrotinada, um acontecimento único, sem esperar que nada acabe ou começe num momento premeditado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

meu vício,


Acho que no fim das contas escrevo pra me libertar de mim mesma,
minhas ideias loucas me sufocam, meus defeitos claros me pertubam,
minhas fraquezas explícitas me deixam vulnerável.
Escrevendo pelo menos posso ser quem eu quiser, posso ser forte, posso ser engraçada, posso até através de uma prolixidade
mal formulada fingir uma inteligência inexistente.

Posso esquecer dos problemas, dos dramas do dia a dia, da falta de dinheiro e da minha incapacidade de amar e não sofrer.
Escrevendo me crio, me recrio, me desenho em letras de forma fonte 14 pra todo mundo ver.

Rimando pareço romantica, abstraindo pareço lunática, no fim das contas escorrego nas linhas tortas, tropeço nas palavras soltas e engulo com sal e limão as letras boiando na minha sopa.

- não há destino melhor, eu penso. Então continuo a viver, continuo a escreviver.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

vai saber.

É difícil aceitar que o conceito de alma gêmea foi criado por algum poeta ébrio numa tentativa desesperada de conquistar uma donzela desprevenida. E que na realidade essas fantasias de vida plenamente feliz zombam nas nossas caras úmidas de lagrimas, frustradas por não ser tão afortunada.
Não é preciso muita inteligência, mas é preciso um pouco de sofrimento para essa verdade pura cair em nossas mãos, quente ao ponto de nos queimar ou nos aquecer. Depende de você. Pois é, o amor não é como nos filmes, e se quer completude de ser busque um livro de auto-ajuda ou simplesmente aceite os Dês da questão: diferenças, divergências e dificuldades. Ah e seja paciente. Ninguém vai encontrar aquele que complete nossas frases, acerte nossos pensamentos, escolha os melhores presentes e ainda tenha tempo para ser bonitão e chegar num cavalo branco. No máximo podemos moldar parte dessas coisas com o tempo. Mas quem se importa com isso? Se um dia esse cara aparecesse com certeza você não ia se apaixonar por ele, nem eu. Somos absolutamente teimosas e temos péssimo gosto. Alias ótimo gosto, por que depois de fisgadas até o defeito mais absurdo se torna no mínimo suportável, quando não charmosos. Então, não adianta deitar na cama à noite e imaginar mil modos de conhecer o príncipe encantado, de fato ele vai aparecer um dia, e tudo a sua volta vai mudar. Nem sonhe com um mar de rosas! Vai ter dias que você vai odiá-lo, mas no final das contas quem vive sem isso?

pra começar.

Gosto mesmo é de sorrisos desmedidos, pensamentos desvairados,

ideais corrompidos e uma pitada de sal e limão para acompanhar.